sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

2ª VIA

Porque os grandes números sempre nos deixam
sem a devida compreensão,
aqui volto a colocar uma postagem, do ano transacto
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A EXPOSIÇÃO DO MILHÃO

Aqui há umas boas décadas atrás, esteve patente ao público americano, uma exposição chamada simplesmente do "MILHÃO".
Isto, porque toda a gente tem a consciência de que deixa de ter qualquer ideia de números que estejam fora do seu quotidiano.
A exposição era simples, sem grandes adornos. Construíram um pavilhão de quinhentos metros de comprimento, com um tabique ao meio, de modo a que os visitantes pudessem entrar pela porta de acesso, seguir até ao fundo pavilhão, dar a volta para o sentido contrário e continuar a visita até sair pela porta que dava novamente para a rua. Quando aí chegavam, tinham percorrido um quilómetro, ou seja, mil metros.
Colocaram mil painéis quadrados de um metro de lado, à altura dos olhos, ao longo dos quinhentos para lá e outros tantos para cá. E dentro de cada quadrado colaram mil bolinhas coloridas, de várias cores.
Escusado será dizer que, mil quadrados a multiplicar pelas mil bolinhas de cada um, dá um milhão!
Imaginemos o que se terá passado - a imensidão de bolinhas com que cada um foi confrontado! Não é de crer que alguém se tenha disposto a contá-las.
Se o fizesse, mesmo a uma média de dois segundos por bolinha, levaria pelo menos duas semanas, dia e noite, sem parar, para contá-las todas!
A opinião generalizada, mediante um inquérito feito a cada um dos que saíam, era de que, antes da exposição, não tinham nenhuma ideia, mesmo vaga, do que fosse a astronómica quantidade que representa o simples milhão.
Resta dizer que, em astronomia, números destes, ou ainda bem maiores. (por exemplo, milhares de milhões, são uma constante, quando se fala de estrelas, galáxias, possíveis planetas, tempo, ou espaço
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

COMETAS

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10 ─ A CAUDA DOS COMETAS

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A cauda dos cometas é a consequência da sublimação de compostos voláteis e outros, emanados do núcleo cometário.

Geralmente, ela estende-se por milhões de quilómetros no vazio inter-planetário. Assim sendo, por todo percurso do cometa (sem estarem sujeitos a praticamente nenhuma força atractiva), esses compostos e também poeira ou grãos de areia provenientes do núcleo, ficam como que em suspensão.

São todos esses materiais que, sujeito ao efeito da luz solar, nós vemos da Terra.

Há muito que se conhecem estes factos, embora só há umas três décadas tenha sido possível verificar in loco, qual a composição duma cauda comum. Para tanto, foram enviadas diversas sondas que se aproximaram e penetraram até ao interior da cauda dos cometas a estudar, a dezenas de milhões de quilómetros da Terra.

Essas sondas estavam munidas de complexa aparelhagem e instrumentos vários, preparadas para contar e analisar os ínfimos grãos de poeira e verificar o calibre dos diversos grãos de areia.

A maioria dessas poeiras eram tão exíguas que tinham dimensões mil vezes menores que as partículas do fumo dos cigarros!

Quanto aos grãos de areia, havia-os de diversas dimensões, sendo que, quanto maiores, menos frequentes eram.

Quando a Terra, no seu movimento de translação em volta do Sol, passa por essas regiões do Espaço, capta alguns desses grãos de pó ou bagos de areia (mercê da sua força atractiva – a força da gravidade). Ao penetrar a enormes velocidades na atmosfera terrestre, aos cem ou mais quilómetros acima do nível do mar, esses materiais aquecem fortemente, acabando por incendiar-se, dando origem às conhecidas estrelas cadentes e às chuvas de estrelas.

No entanto, refira-se, há estrelas cadentes isoladas e esparsas, que provavelmente nada têm a ver com os cometas. Vêm, não se sabe donde, dos confins do Sistema Solar.

As chuvas de estrelas acontecem regularmente, em determinadas épocas do ano, como foi referido.

As mais importantes, pela quantidade de estrelas cadentes que produzem num determinado espaço de tempo, são as que seguem, indicando-se também, qual o radiante.

O radiante é a região do céu donde as estrelas cadentes parecem provir.

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Quadrântidas – entre 2 e 5 de Janeiro, nas regiões das constelações de Boieiro e Ursa Maior

Aquáridas – entre 5 e 6 Maio, na parte norte de Aquário

Perseidas – entre 11 e 13 de Agosto, em Perseu

Oriónidas – entre 20 e 23 Outubro, entre Orion e Gémeos

Táuridas – desde 2 a 5 Novembro, entre as Plêiades e as Híades

Leónidas – por volta de 17 e 18 Novembro, perto da cabeça do Leão

Gemínidas – entre 13 e 14 Dezembro, perto da estrela Castor, nos Gémeos


* A gravura é da época (1833), aquando duma extraordinária chuva de estrelas, na América do Norte.