sábado, 21 de fevereiro de 2009

COMETA LULIN

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Está um cometa, nos nossos céus! Trata-se do cometa Lulin (C/2007 N3), descoberto em 2007 por um grupo de astrónomos de Taiwan e da China.

Tem uma cor esverdeada, o que não é habitual. E pensa-se que será a primeira vez que se chega até nós. A análise espectral da sua cauda induz essa possibilidade. A cor verde é dada pelo cianogénio - um veneno violento - e pelo carbono diatómico. E ostenta uma anti-cauda, o que só no princípio deste mês, pôde ser vislumbrada. Não é que não se tenha ainda visto essa curiosa ocorrência, mas não é muito comum. Quando foi descoberto, em 11 de Julho de 2007, com uma magnitude 18.8 (portanto só acessível a muito potentes telescópios), os seus descobridores pensaram que se tratava dum asteróide.

A maior aproximação à Terra será no próximo dia 24 de Fevereiro – o perigeu –, quando estiver a uns 60 milhões de quilómetros. A magnitude prevista para essa altura é de 4, o que permitirá ser facilmente observado à vista desarmada, tanto mais que nunca se afastará da elíptica (a linha imaginária por onde passam os planetas). Além disso a Lua (dada a sua fase), não perturbará a observação.

Para o observar, na noite de 23 para 24 de Fevereiro, virtualmente no seu brilho máximo, o melhor é usar uns binóculos de grande angular, sobre um tripé, e assestá-los na direcção da constelação de Leão, logo ao anoitecer. O cometa estará situado a apenas 2 graus Sul-Sudoeste do planeta Saturno, também fácil de identificar. Depois, à medida que a noite passa, ele irá subindo céu. A olho-nu, num céu longe das cidades, poderá ser visto como uma pequena mancha esbranquiçada.


: Jack.............Créditos: Jack-Newton 1



domingo, 1 de fevereiro de 2009

O CRUZEIRO DO SUL

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A constelação do Cruzeiro do Sul não é visível nas nossas latitudes. Mas foi de grande importância para os europeus, antigos navegantes e descobridores das terras e ilhas austrais.

Servia de referência segura, para quem navegava nesses mares.

Assim como no hemisfério norte, a estrela Polar (da constelação da Ursa Menor), indica o pólo Norte, também uma das estrelas do Cruzeiro do Sul, indica o pólo austral.

Trata-se da estrela α (alfa), conhecida por Estrela de Magalhães, ou Acrux, a mais brilhante da constelação e uma das mais brilhante de todo céu nocturno. Na verdade, a observação ao telescópio, mostra que a α não é uma só estrela, mas duas!

É sempre visível nessas latitudes, pois faz a circunvalação do pólo Sul celeste e nunca entra em ocaso.

Outras estrelas da constelação merecem referência: a β (beta), também muito brilhante e que se pode observar num dos braços menores do diagrama. Chamam-lhe Becrux, ou Mimosa.

No topo superior, podemos ver uma estrela avermelhada, denominada Rubídea. É, pela cor, uma estrela velha.

Uma interessante curiosidade desta constelação é que ela se encontra bem próximo duma das que compõem a constelação de Centauro, a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol.

E, como se sabe, as estrelas do Cruzeiro do Sul (juntamente com outras), estão representadas na bandeira do Brasil. Todas essas estrelas representam os muitos Estados brasileiros.

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imagem Google