sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O SOL

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O Sol está apenas a cerca de oito minutos-luz, comparado com os 4,5 anos-luz a que se encontra uma estrela do sistema de Centauro, a segunda mais perto de nós. A distância da Terra ao Sol é de 150 milhões de quilómetros.
A radiação solar é muito complexa. Ela é composta não só pela luz visível (que podemos admirar pelas cores do arco-íris), mas também por raios ultravioletas, infravermelhos, ondas rádio, raios x e neutrinos que são invísiveis. Da parte que nos chega sob a forma de radiação electromagnética, cerca de metade é luz visível.
Algumas das radiações, mesmo se em pequenas quantidades, são perigosas para a saúde ou, mesmo, incompatíveis com o nosso sistema vegetativo. Entre toda uma enorme gama de radiação, o Sol envia-nos raios x, que, como se sabe, são mortais, se absorvidos continuadamente pelo nosso protoplasma. Felizmente, eles não chegam à superfície do nosso planeta, pois são absorvidos pela atmosfera. Também uma parte dos ultravioletas é filtrada pelo ozone das altas camadas da atmosfera terrestre, iludindo, portanto, as medições que se fazem nos observatórios astronómicos implantados um pouco por todo o lado, no Mundo. O mesmo sucede com os raios cósmicos. Ao penetrar na atmosfera do planeta, são literalmente desfeitos noutras partículas que, após essas transformações, seguem na direcção da superfície terrestre, sem causar grandes danos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CONVITE


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

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Algumas constelações, tal como eram vistas pelos antigos
, imagem Google.

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Para os nossos antepassados, a anos-luz das estrelas, parecia que elas se encontravam agrupadas, moldando silhuetas de imagens diversas, no escuro manto do céu nocturno.

Toda a gente já ouviu falar da Orion, as duas Ursas, a Cassiopeia, ou das doze constelações do Zodíaco, onde os astrólogos dizem saber ler a sina de cada um de nós…
Muitas das culturas antigas, desde a egípcia e a babilónica, à clássica grega e romana, imaginaram esses agrupamentos, e deram-lhes nomes.
Algumas culturas utilizavam-nas para se guiarem nas colheitas ou na navegação. Como se sabe, o céu nocturno vai rodando ao longo ano e eram essas modificações cíclicas que lhes diziam, por exemplo, quando iniciar as sementeiras.
No antigo Egipto, Sírio (ou Sírius), da constelação do Cão Maior, anunciava as cheias do Nilo, pois aparecia no céus antes do solstício de Verão. Por isso foi adorada e as casas eram geralmente construídas de maneira que a sua luz pudesse entrar por elas adentro!
As mais antigas constelações terão sido imaginadas na Mesopotâmia, há cerca de 4.000 anos.
Mais tarde, Ptolomeu (127-145 d.C.), elaborou um célebre catálogo, numa obra imensa de 13 volumes, o Algamesto, onde estão enumeradas 1022 estrelas, das 48 constelações da época.
Com o rodar do tempo, foi necessário recorrer a outros agrupamentos de estrelas. No século XVIII, o abade francês Lacaille, tendo permanecido alguns anos na região do Cabo da Boa Esperança, introduziu 14 novas constelações, que só por essas regiões austrais podem ser observadas.
Deu-lhes nomes de invenções modernas, como o telescópio, o relógio, a bússola, ou o microscópio, entre outras.
Depois, em 1888, a União Astronómica Internacional, passou a considerar 88 constelações. Elas foram oficialmente declaradas em 1930, de modo a cobrir todo o céu e poder, assim, contribuir para uma mais fácil localização dos planetas, estrelas, galáxias, buracos negros ou mesmo, os cometas, ao serem vistos pela primeira vez ou se deslocarem no céu.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

MERCÚRIO



MITOLOGIAS


Mercúrio está identificado como planeta, desde o tempo dos Sumérios, no terceiro milénio a. C., onde apelidado de Nebo, divindade que «fazia advertências». No Egipto era Thot, o escriba dos deuses, responsável pelos livros divinos e conhecedor dos segredos e dos mistérios. Aparece, também, como Hermes Trimegistro, tido como o primeiro dos alquimistas, pai das ciências. Na Índia está associado a Buda, e no cristianismo primitivo seria Jesus, o intermediário entre Deus Pai e o Espírito Santo.
Na Grécia antiga, Mercúrio era filho de Zeus e Maia, e logo após seu nascimento mostrou possuir grande inteligência. Era frequentemente representado com um capacete que lhe dava invisibilidade, e sapatos com asas – um adorno fugidio que, embora com uma inevitável aparência humana, mostrava a sua condição de mensageiro dos deuses, célere e esquivo, provavelmente pela maneira rápida e fugaz como parece comportar-se o céu. Mercúrio conhece as ervas, e o seu poder mágico. O dom da palavra é atributo desse deus. Diz-se que, quando São Paulo foi à Ásia Menor e tão eloquentemente pregou à população local, que era pagã, foi aclamado como enviado dos deuses, um deus em forma de homem – o que, aliás, desagradou profundamente ao santo! Para os Romanos, era o deus dos viandantes, mas também, imagine-se, o deus dos comerciantes... e dos ladrões.