DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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domingo, 21 de março de 2010

DEUSES DA MITOLOGIA - Mercúrio



MERCÚRIO

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Já aqui foi produzida uma postagem sobre este pequeno planeta rochoso, que é o que gravita mais próximo do Sol. Ele tem 40% do diâmetro da Terra.

O assunto foi tratado nos seus aspectos científicos, astronómicos.

Hoje vamos referir o que pensavam os antigos.

Como gravita muito perto Sol, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte.

Até aos Gregos, pensava-se que eram duas estrelas: Apolo, estrela da manhã e Hermes, estrela da tarde.

Os Romanos, por sua vez, chamaram-lhe Mercúrio. E foi eleito à categoria de deus.

Por ser dotado de grande eloquência, foi nomeado mensageiro dos deuses, particularmente de Júpiter, ocupando-se da paz e da guerra, dos amores e das desavenças entre os deuses, assim como dos mortais, na Terra e nos Infernos.

Atribuíam-lhe a invenção da lira, a harmonização da escrita e da língua, o desenvolvimento do comércio e das artes, e mais um sem número de contribuições para o bem-estar dos mortais.

Mas também, como reverso da medalha, cedo se revelou um ladrão de alto calibre. Ainda em criança (de pequenino é que se torce o pé ao pepino…), roubou a cinta de Vénus, o tridente a Neptuno, a espada de Marte, os bois a Apolo…

Em Roma, era muito festejado pelos negociantes, no dia 1.° de Maio. O objectivo era pedir a protecção do deus para o seu comércio e o perdão para as suas roubalheiras. Para tanto, sacrificavam uma porca prenha e ungiam-se com a água duma fonte que teria os poderes do deus.

Com tudo isto (e isto é apenas uma parte dos seus atributos…), Mercúrio, para os Romanos, era o deus da eloquência, dos viajantes, dos negociantes e, como não podia deixar de ser... dos ladrões!

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Escultura do flamengo Artus Quellius, séc XVII


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

MERCÚRIO



MITOLOGIAS


Mercúrio está identificado como planeta, desde o tempo dos Sumérios, no terceiro milénio a. C., onde apelidado de Nebo, divindade que «fazia advertências». No Egipto era Thot, o escriba dos deuses, responsável pelos livros divinos e conhecedor dos segredos e dos mistérios. Aparece, também, como Hermes Trimegistro, tido como o primeiro dos alquimistas, pai das ciências. Na Índia está associado a Buda, e no cristianismo primitivo seria Jesus, o intermediário entre Deus Pai e o Espírito Santo.
Na Grécia antiga, Mercúrio era filho de Zeus e Maia, e logo após seu nascimento mostrou possuir grande inteligência. Era frequentemente representado com um capacete que lhe dava invisibilidade, e sapatos com asas – um adorno fugidio que, embora com uma inevitável aparência humana, mostrava a sua condição de mensageiro dos deuses, célere e esquivo, provavelmente pela maneira rápida e fugaz como parece comportar-se o céu. Mercúrio conhece as ervas, e o seu poder mágico. O dom da palavra é atributo desse deus. Diz-se que, quando São Paulo foi à Ásia Menor e tão eloquentemente pregou à população local, que era pagã, foi aclamado como enviado dos deuses, um deus em forma de homem – o que, aliás, desagradou profundamente ao santo! Para os Romanos, era o deus dos viandantes, mas também, imagine-se, o deus dos comerciantes... e dos ladrões.