DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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quarta-feira, 19 de maio de 2010

VÉNUS

PLANETA : VÉNUS.... planetas #3


A verdadeira natureza de Vénus só veio a ser conhecida depois de 1960, quando foi possível observá-lo na banda das ondas-rádio.
Até então, pensava-se que planeta estaria coberto de espessa vegetação, com oceanos de água ou de hidrocarbonetos e uma espessa atmosfera.
Também muitos acreditavam que fosse habitada pelos venusianos.
Os primeiros observadores do céu julgavam que Vénus não seria um planeta, mas sim dois, pelo simples facto de que geralmente só é facilmente vista pela manhã e depois à tarde. Na verdade, pelo facto de girar mais perto do Sol do que nós, (e embora seja o objecto mais brilhante do céu, a seguir ao Sol e à Lua), não é fácil vê-la em pleno dia. Assim, é tanto conhecida pela “estrela da manhã”, como pela “estrela da tarde”.
Na verdade, o planeta gira em volta do Sol, de leste para oeste, ao contrário da Terra. Um dia, em Vénus, equivale a 243 dias terrestres, sendo maior que o ano venusiano, que tem apenas 225 dias!

Tal como a Lua, é vista da Terra, num ciclo de fases, como a que se pode observar na gravura.
O planeta é conhecido desde tempos pré-históricos e é curioso que os maias elaboraram calendários que se baseavam no ciclos de Vénus.
Vénus é muito parecida com a Terra, em diversos aspectos: é um astro rochoso, constituiu-se a partir da mesma nebulosa, ao mesmo tempo que a Terra e tem uma massa, densidade e volume apenas ligeiramente inferiores. A sua distância ao Sol de cerca de 108 milhões de quilómetros comparados com os 150 milhões (uma unidade astronómica), que nos separam do astro-rei.
Quanto ao resto, sabe-se hoje, possui uma enorme e espessa atmosfera constituída por anidrido carbónico, praticamente sem vapor de água, não tendo oceanos.
As suas nuvens contêm gotículas do corrosivo ácido sulfúrico, uma pressão atmosférica, à superfície, mais de noventa vezes a que temos na Terra e temperaturas de 480º centígrados! Esta temperatura é devida principalmente ao efeito de estufa causado pelo anidrido carbónico.
Assim sendo, as primeiras sondas terrestres que para lá foram enviadas, não conseguiram vencer esses obstáculos e desfizeram-se ao descer na corrosiva e pesadíssima atmosfera, antes de poder enviar informações úteis.
Recentemente têm recorrido a outros métodos, para melhor conhecer o planeta, já que a atmosfera do planeta impede fotografar a sua superfície.
Utilizam-se radiotelescópios, sistemas de radar e sondas que se aproximam do planeta. Sabe-se agora que essa superfície é relativamente recente, onde existem grandes planícies cobertas de lava e rochas vulcânicas, atravessadas por correntes de lava e canais que se estendem por centenas de quilómetros
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domingo, 6 de julho de 2008


PLANETA : VÉNUS....
planetas #3

A verdadeira natureza de Vénus só veio a ser conhecida depois de 1960, quando foi possível observá-lo na banda das ondas-rádio.
Até então, pensava-se que planeta estaria coberto de espessa vegetação, com oceanos de água ou de hidrocarbonetos e uma espessa atmosfera.
Também muitos acreditavam que fosse habitada pelos venusianos.
Os primeiros observadores do céu julgavam que Vénus não seria um planeta, mas sim dois, pelo simples facto de que geralmente só é facilmente vista pela manhã e depois à tarde. Na verdade, pelo facto de girar mais perto do Sol do que nós, (e embora seja o objecto mais brilhante do céu, a seguir ao Sol e à Lua), não é fácil vê-la em pleno dia. Assim, é tanto conhecida pela “estrela da manhã”, como pela “estrela da tarde”.
Na verdade, o planeta gira em volta do Sol, de leste para oeste, ao contrário da Terra. Um dia, em Vénus, equivale a 243 dias terrestres, sendo maior que o ano venusiano, que tem apenas 225 dias!

Tal como a Lua, é vista da Terra, num ciclo de fases, como a que se pode observar na gravura.
O planeta é conhecido desde tempos pré-históricos e é curioso que os maias elaboraram calendários que se baseavam no ciclos de Vénus.
Vénus é muito parecida com a Terra, em diversos aspectos: é um astro rochoso, constituiu-se a partir da mesma nebulosa, ao mesmo tempo que a Terra e tem uma massa, densidade e volume apenas ligeiramente inferiores. A sua distância ao Sol de cerca de 108 milhões de quilómetros comparados com os 150 milhões (uma unidade astronómica), que nos separam do astro-rei.
Quanto ao resto, sabe-se hoje, possui uma enorme e espessa atmosfera constituída por anidrido carbónico, praticamente sem vapor de água, não tendo oceanos.
As suas nuvens contêm gotículas do corrosivo ácido sulfúrico, uma pressão atmosférica, à superfície, mais de noventa vezes a que temos na Terra e temperaturas de 480º centígrados! Esta temperatura é devida principalmente ao efeito de estufa causado pelo anidrido carbónico.
Assim sendo, as primeiras sondas terrestres que para lá foram enviadas, não conseguiram vencer esses obstáculos e desfizeram-se ao descer na corrosiva e pesadíssima atmosfera, antes de poder enviar informações úteis.
Recentemente têm recorrido a outros métodos, para melhor conhecer o planeta, já que a atmosfera do planeta impede fotografar a sua superfície.
Utilizam-se radiotelescópios, sistemas de radar e sondas que se aproximam do planeta. Sabe-se agora que essa superfície é relativamente recente, onde existem grandes planícies cobertas de lava e rochas vulcânicas, atravessadas por correntes de lava e canais que se estendem por centenas de quilómetros
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sexta-feira, 27 de junho de 2008

O PLANETA VÉNUS

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VÉNUS


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UM POUCO DE MITOLOGIA
planetas #2

O nascimento de Vénus, quadro de Botticelli.

O planeta Vénus era a deusa da beleza e do amor, para os antigos romanos. Se aparecia pelas manhãs chamavam-lhe Hesperius, e Fósforo, pelas tardes. Para os gregos era Afrodite.
Esta deusa foi uma das divindades mais veneradas na antiguidade. Segundo a lenda, nasceu da espuma do mar. Uma concha de madrepérola cobriu essa espuma, servindo-lhe de abrigo. Mais tarde, foi levada pelo mar até à ilha de Chipre, onde se abriu, fazendo surgir Vénus. Zéfiro, um dos oito ventos, entregou Vénus às mãos das Musas, que se encarregaram de criá-la e educá-la. A história da deusa prossegue com o seu casamento com Vulcano, o desajeitado e o feio deus que trabalhava na forja, coadjuvado pelos ciclopes, que eram uns horríveis gigantes de um só olho. Entre outras missões, fazia os raios do trovão, que Júpiter (o deus supremo) utilizava para descarregar a sua fúria e o seu castigo sobre os mortais que se portavam mal.
Sendo feio e desajeitado como era, Vulcano foi enganado de mil formas, por sua belíssima e sensual esposa.
A aventura amorosa que a deusa do amor teve com Marte, o deus da guerra, foi a mais escandalosa que se deu na morada dos deuses, o monte Olimpo, e desses amores nos faz eco Camões, numa passagem dos Lusíadas.
Encontravam-se muitas vezes, em local secreto. Ora, certa vez, Febo, também considerado como Apolo, o Sol, e que também amava Vénus, seguiu os dois apaixonados até ao seu esconderijo secreto e, espiando-os de perto, chamou Vulcano para se dar conta do que sucedia. Apanhando os amantes em flagrante, Vulcano envolveu-os numa forte rede invisível e chamou todos os deuses para que testemunhassem o adultério.
Desse amor com Marte, Vénus teve um filho, Cupido, ou Eros, o deus do amor.
Percebendo os males que Cupido poderia causar, devido ao adultério, Júpiter pediu a Vénus que se desfizesse dele, mas ela não lhe obedeceu. Como Cupido estivesse condenado a ser sempre criança, enquanto não tivesse outro irmão, Vénus teve outro filho de Marte, Anteros, ou o antiamor, "aquele que transforma o amor em ódio".
Além de Cupido, Vénus teve outros amores, como Baco (o deus do vinho).
Mas a sua maior paixão foi por Adónis, um mortal que era mais belo do que qualquer dos deuses. Por ele, Vénus fugiu do Olimpo e desdenhou da companhia dos deuses. Foi por isso que, Marte, cheio de ciúmes, se transformou em javali, atacou Adónis e o matou. Vénus, depois de muito chorar, transformou Adónis numa efémera e bela anémona.
Neptuno terá sido o seu último esposo. A lenda diz-nos que Neptuno, um deus marinho muito antigo, filho do Oceano e de Tétis, casou-se com sua irmã gémea, Dóris, que lhe deu cinquenta belíssimas ninfas marítimas que foram chamadas Nereidas. Neptuno tinha o seu palácio no fundo do mar, cavalos com crina de ouro que puxavam o seu carro por sobre as ondas, e ostentava um tridente. Apaixonou-se por Anfitrite, mas esta, temendo a severidade do deus e os perigos dos abismos, fugiu amedrontada. Refugiou-se nos rochedos próximos ao Monte Atlas, mas lá foi encontrada por dois golfinhos que a persuadiram a aceitar o amor de Neptuno. Anfitrite deixou-se convencer e os dois peixes a levaram para junto do deus marinho que, agradecido, pediu à Júpiter, seu irmão, que os imortalizasse.
Neptuno e Anfitrite formaram um casal muito feliz e de sua união nasceram não só inúmeras Ninfas marinhas, como também o mais famoso dos divinos seres da água, Tristão.
Uma outra lenda conta que dois golfinhos salvaram a vida de Vénus e de seu filho, Cupido, quando ambos eram perseguidos pelo gigante Tifon, durante a guerra que Júpiter desencadeou contra os monstruosos gigantes.
Mas isto são histórias de outros tempos, deuses, prodígios e mistérios insondáveis.
Hoje em dia, os astrónomos procuram desvendar os segredos mais íntimos da deusa - o planeta Vénus, o segundo a contar do Sol, ainda envolto em muita sombra e desconhecimento.
Uma das maneiras tem sido enviar sondas, para descer até às profundezas da sua densa atmosfera.
É o que veremos numa posterior postagem.