quarta-feira, 14 de novembro de 2007

CHUVA DE ESTRELAS CADENTES - LEÓNIDAS




















Ainda não tínhamos tido ocasião de referir estes curiosos eventos celestes que acontecem regularmente e podem facilmente ser vistos, sem auxílio de quaisquer instrumento óptico. São vários os períodos do ano, em que eles acontecem. A presente "chuva de estrelas" é conhecida por Leónidas, já que os rastos luminosos parecem vir dum “radiante”, na constelação de Leão. O que será observado é o resultado da queda de pequenos fragmentos de matéria vinda do Espaço, na atmosfera terrestre. A enorme velocidade a que entram nas altas camadas da atmosfera e o aquecimento a que ficam sujeitas devido à fricção, provoca a sua combustão. Esses fragmentos provêm dum cometa periódico (o Tempel-Tuttle). Neste momento, a Terra cruza a sua órbita. A “chuva de estrelas” a que nos referimos, já se mostra desde o dia 14, mas é no próximo fim de semana que ela será mais importante, particularmente depois da meia-noite de Sábado, aí pelas 3 da manhã. Saturno estará na constelação de Leão e isso ajudará a localizá-la. É preciso olhar para Leste, para uma zona não muito alta do céu. A zona do "radiante" só começa a “nascer” depois da meia-noite. As estimativas dizem-nos que no máximo poderão ser vistas umas 33 "estrelas cadentes", por hora. No entanto, devo dizer (e para não defraudar altas expectativas), que estas previsões são muito falíveis, mas há sempre a esperança dum acontecimento excepcional como o que se deu no dia 13 de Novembro de 1833, observado desde o Canadá até ao México, tido como o maior da história, aqui desenhado por um artista da época, com se pode ver na gravura.

Créditos Carta Celeste Observatório Astronómico de Lisboa

SCLARECIMENTO: Devido à actualidade deste evento, decidimos recolocar a postagem sobre magnitudes, para data posterior.
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