domingo, 18 de novembro de 2007

ÚLTIMAS

Este cometa Holmes tem sido motivo de observações várias, não só de amadores, como de profissionais e até do próprio telescópio espacial Hubble. Depois duma explosão no dia 23 de Outubro, o cometa começou a expandir-se, sendo visível à vista desarmada. Continua na mesma zona do céu e é possível vislumbrá-lo junto à estrela mais brilhante da constelação Perseu, mais ou menos a meio caminho entre as Plêiades (vulgo sete estrelo) e a Cassiopeia (que parece um W). Tudo isto, ao alto do céu, não longe da Estrela Polar. É visto como uma muito pequena bola ténue. Ele encontra-se a uma distância comparável à que nos separa do Sol e é, neste momento o maior objecto do Sistema Solar! Isso é devido à enorme "cabeleira" que desenvolveu. No entanto a sua matéria é extremamente rarefeita e as dimensões que apresenta só podem ser vistas com bons telescópios. São as notícias que chegam do telescópio franco-canadense de Havai, no monte Mauna Kea. Na imagem, também se pode ver Saturno, por comparação.
Quanto à chuva de estrelas, ontem consegui ver duas, mas o céu estava nublado e não deu para mais. Creio que as notícias (segundo a meteorologia), não deixam grandes esperanças, para as regiões do Norte e Centro. De todas as maneiras, nada comparado com o que aconteceu em 1999, 2001 e 2oo2, onde foi possível observar milhares de ocorrências por hora!
.A astronomia de amadores é assim. É preciso muita paciência.

Créditos: Robert Roy Britt

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

CHUVA DE ESTRELAS CADENTES - LEÓNIDAS




















Ainda não tínhamos tido ocasião de referir estes curiosos eventos celestes que acontecem regularmente e podem facilmente ser vistos, sem auxílio de quaisquer instrumento óptico. São vários os períodos do ano, em que eles acontecem. A presente "chuva de estrelas" é conhecida por Leónidas, já que os rastos luminosos parecem vir dum “radiante”, na constelação de Leão. O que será observado é o resultado da queda de pequenos fragmentos de matéria vinda do Espaço, na atmosfera terrestre. A enorme velocidade a que entram nas altas camadas da atmosfera e o aquecimento a que ficam sujeitas devido à fricção, provoca a sua combustão. Esses fragmentos provêm dum cometa periódico (o Tempel-Tuttle). Neste momento, a Terra cruza a sua órbita. A “chuva de estrelas” a que nos referimos, já se mostra desde o dia 14, mas é no próximo fim de semana que ela será mais importante, particularmente depois da meia-noite de Sábado, aí pelas 3 da manhã. Saturno estará na constelação de Leão e isso ajudará a localizá-la. É preciso olhar para Leste, para uma zona não muito alta do céu. A zona do "radiante" só começa a “nascer” depois da meia-noite. As estimativas dizem-nos que no máximo poderão ser vistas umas 33 "estrelas cadentes", por hora. No entanto, devo dizer (e para não defraudar altas expectativas), que estas previsões são muito falíveis, mas há sempre a esperança dum acontecimento excepcional como o que se deu no dia 13 de Novembro de 1833, observado desde o Canadá até ao México, tido como o maior da história, aqui desenhado por um artista da época, com se pode ver na gravura.

Créditos Carta Celeste Observatório Astronómico de Lisboa

SCLARECIMENTO: Devido à actualidade deste evento, decidimos recolocar a postagem sobre magnitudes, para data posterior.

sábado, 10 de novembro de 2007

AINDA O HOLMES

O cometa Holmes continua visível, no céu.

A cabeleira está maior, embora a sua magnitude tenha descido.

Isto é: perdeu intensidade, o seu brilho.

Na carta celeste que mostramos, cortesia da revista de astronomia Sky and Telescope, mostramos a sua localização. Deve-se olhar para os céus altos na direcção de noroeste. Como ponto de referência procurar a constelação Cassiopeia, que é bem visível pois as suas estrelas parecem formar um W. Aproveitar este fim de semana, ao cair da noite, antes que a Lua venha por aí, de novo, a estragar tudo...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

AINDA O COMETA


Têm chegado até mim, muitas imagens do cometa Holmes. Não resisto a publicar esta, de Carlos Gouveia, que é, de facto, muito bonita. Convém esclarecer que esta e outras imagens que aqui têm aparecido, são obtidas através de telescópios, em exposição mais ou menos prolongada, e depois tratadas.

domingo, 4 de novembro de 2007

A CAUDA


COMETA HOLMES


Desde as primeira imagens do cometa, que era patente um núcleo rodeado de farta cabeleira. Mas agora pode-se ver também uma cauda, o que é característico dos cometas típicos: núcleo, cabeleira e cauda.
A imagem foi colhida pelo astrónomo Mário Santiago