domingo, 25 de janeiro de 2009

A SONDA GIOTTO

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A Sonda Giotto

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Uma das razões que levam a considerar os cometas como astros muito interessantes, para além do fascinante espectáculo visual que podem proporcionar, é saber a sua constituição.

Eles são tidos, pelos astrónomos e demais cientistas, como objectos virgens, na medida em que, durante milhares de milhões de anos, se mantiveram bem longe do Sol, sem que a matéria de que são constituídos, tenha sido minimamente afectada.

Devem ter preservado, portanto, a matéria primeira de que foi feito o Sistema Planetário.

Por muitas razões estes conhecimentos são importantes. Quando se procura saber como apareceu a vida na Terra, temos invariavelmente de recuar até tempo em que isso aconteceu.

Mas não se pode ficar por aí. É preciso recuar ainda mais e tentar perceber os mecanismos que levaram a que a matéria inerte ganhasse a capacidade de reproduzir-se, crescer e dar lugar a diferentes organismos, cada vez mais complexos, num processo de evolução constante.

Embora depois da sua formação, a Terra tenha sofrido inúmeras e drásticas transformações, a grande probabilidade é que a matéria prima de que foi feita, seja é a mesma dos cometas. As proporções dos seus constituintes não é a mesma, mas isso tem muito a ver com questões ligadas à força da gravidade. Aliás, isso também é assim nos diferentes planetas e seus satélites.

Não há nenhuma razão para pensar que os elementos que temos na Terra, não existam nos outros planetas do Sistema Solar (e por todo o Universo) e, pela mesma ordem de razões, mesmo nos pequenos corpos frígidos que compõem a longínqua Cintura de Kuiper, nem a ainda mais remota nuvem de Oort, donde nos chegam os cometas.

O que é necessário é saber como começou, e em que condições, começou o fenómeno da vida. Quais eram as combinações químicas e factores outros que deram azo a que isso acontecesse.

Saber a constituição inicial do Sistema Solar, é imprescindível.

Por isso, os astrónomos e as instituições científicas que procuram desvendar estes mistérios, têm lançado diversas sondas ao encontro de determinados cometas para, de muito perto, estudar a sua constituição.

Foi o que aconteceu durante a última passagem do Halley.

Na sua direcção foram lançadas sondas (de diversos países), sendo a mais importante a sonda europeia Giotto.

A sonda, em si, tinha pequenas dimensões e pesava de 960 quilos e, esperavam os cientistas, que ela fosse capaz de manter-se o máximo de tempo possível dentro da cauda do Halley, sendo a velocidade relativa entre ambos de 245.000 quilómetros por hora!

A sua missão era obter de fotografias a cores obtidas de muito perto, determinar os elementos químicos da sua cauda, verificar quais e medir a produção de gazes, medir e contar o tamanho das partículas sólidas também emanadas do cometa e outras.

Para tanto, Giotto ia equipada com diversos instrumentos: uma câmara fotográfica com teleobjectiva, um painel para as diversas contagens de partículas sólidas, espectrómetros de massa, de neutrões e de iões e outros.

A sonda Giotto realizou um trabalho brilhante.

Mas isso haveremos de ver noutro artigo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A ESTRELA DE BARNARD

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Estrela

de Barnard

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A Estrela de Barnard é uma estrela de pouca massa, tipo M 5, uma anã.

Da Terra, é vista na constelação de Serpentário.

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Encontra-se bem perto de nós, em termos astronómicos – apenas a 6 anos-luz.

Assim sendo, apenas as estrelas do Sistema de Centauro, se encontram mais próximas.

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Trata-se de estrela muito mais velha que o Sol, com o dobro da sua idade, ou seja: mais de 9 mil milhões de anos.

A sua cor avermelhada sugere imediatamente essa faceta.

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É completamente invisível à vista desarmada e foi descoberta pelo astrónomo americano Edward Emerson Barnard, em 1916. Daí o seu nome. Barnard foi um dos primeiros astrónomos a fotografar o céu invisível à vista desarmada e também um "caçador de cometas", tendo descoberto 16.

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Para além da curiosidade de ser uma estrela bem próxima, ela tem a particularidade de ser a que mais velozmente se desloca no céu que vemos. Na verdade, ela aproxima-se de nós a cerca de 140 quilómetros, por segundo.

Por volta do ano 12 mil, estará mais próxima do que as estrelas do citado Sistema de Centauro. Entretanto, mudará de rumo e afastar-se-à na direcção doutra região da Galáxia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

ECLIPSES DE SOL E EINSTEIN



A ilha do Príncipe, no arquipélago de S. Tomé e Príncipe, antiga colónia portuguesa, está intimamente ligada à física einsteiniana e à astronomia.
Em 1919, no dia 29 de Maio, deu-se um eclipse total de Sol, visível nessa ilha atlântica (e também em Sobral, no Ceará, onde erigiram um museu e um belíssimo monumento para comemorar o acontecimento), dois locais onde as condições geológicas eram propícias a um experimento que iria ter lugar. Para a ilha do Príncipe acorreram físicos e astrónomos britânicos, liderados por Stanley Eddington, enquanto outros se dirigiram ao Brasil.
Aquando da fase total do eclipse, embora sob condições adversas, pois havia muitas nuvens tanto num como no outro local escolhido, foram tiradas fotografias que mostravam estrelas (de dia invisíveis) e que se podiam ver nas imediações do Sol totalmente eclipsado.
Procurava-se confirmar uma das previsões de Einstein, decorrente da Teoria da Relatividade e que diz que a luz é desviada nas imediações de corpos de grande massa, como são as estrelas.
Em 1905, o jovem Albert Einstein (1879-1955), estabelecera como um dos princípios básicos da sua teoria, a equivalência entre o movimento uniformemente acelerado e a acção da gravidade. A força da gravidade, segundo o físico, provoca uma deformação do espaço. Quando a luz passa próximo de corpos celestes com massa elevada, dá-se um encurvamento dos raios luminosos.
Fotografado durante a noite o mesmo céu e as mesmas estrelas (sem o Sol a atrapalhar), e comparadas as posições das estrelas, mediante rigorosas medições, provou-se verdadeira a exactidão da extraordinária teoria.
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Foto obtida no Sobral.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

BOLAS DE FOGO

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A primeira informação que houve sobre a existência e aproximação dum deste objectos à Terra, pertenceu aos astrónomos do Observatório de Monte Lemmon, no Arizona.

Foi-lhe dado o nome de 2008 TC3.

Assim que a informação foi revelada, por todo o mundo outros astrónomos começaram a seguir a sua trajectória. Os cálculos mostravam que o objecto estava em rota de colisão com a Terra e que deveria entrar na nossa atmosfera com uma inclinação duns 20 º, na região norte do Sudão.

Na verdade, no pretérito dia 7 de Outubro, à hora (2.46, Tempo Médio de Greenwish) e local previsto, o meteorito entrou nas altas camadas da atmosfera, com uma velocidade duns 30.000 quilómetros/hora e produziu uma bola-de-fogo, devido ao tremendo aquecimento que sofreu com a fricção no ar rarefeito, talvez a uns 80 ou 100 quilómetros da superfície terrestre.

O objecto, dum metro ou dois de diâmetro, acabou por fragmentar-se e cair em bocados não chegando a ser uma ameaça.

Meteoritos deste tamanho são relativamente frequentes (dois ou três, por ano). Na maioria das vezes, dada a inclinação com que entram, não são vistos. E podem cair nos oceanos, desertos, na Antártica ou, durante o dia, tornando muito difícil a sua percepção.

No entanto, se tivesse uns dez metros de diâmetro, provocaria uma explosão semelhante à bomba de Hiroshima. Felizmente, objectos com esse diâmetro são muito raros.

Este 2008 TC3 foi visível na Índia e na Europa.

Mas esta é a primeira vez que, antecipadamente se teve conhecimento duma aproximação e entrada na atmosfera terrestre.

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Bola de Fogo caída na Rússia em 1663 - Google.