DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

domingo, 25 de janeiro de 2009

A SONDA GIOTTO

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A Sonda Giotto

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Uma das razões que levam a considerar os cometas como astros muito interessantes, para além do fascinante espectáculo visual que podem proporcionar, é saber a sua constituição.

Eles são tidos, pelos astrónomos e demais cientistas, como objectos virgens, na medida em que, durante milhares de milhões de anos, se mantiveram bem longe do Sol, sem que a matéria de que são constituídos, tenha sido minimamente afectada.

Devem ter preservado, portanto, a matéria primeira de que foi feito o Sistema Planetário.

Por muitas razões estes conhecimentos são importantes. Quando se procura saber como apareceu a vida na Terra, temos invariavelmente de recuar até tempo em que isso aconteceu.

Mas não se pode ficar por aí. É preciso recuar ainda mais e tentar perceber os mecanismos que levaram a que a matéria inerte ganhasse a capacidade de reproduzir-se, crescer e dar lugar a diferentes organismos, cada vez mais complexos, num processo de evolução constante.

Embora depois da sua formação, a Terra tenha sofrido inúmeras e drásticas transformações, a grande probabilidade é que a matéria prima de que foi feita, seja é a mesma dos cometas. As proporções dos seus constituintes não é a mesma, mas isso tem muito a ver com questões ligadas à força da gravidade. Aliás, isso também é assim nos diferentes planetas e seus satélites.

Não há nenhuma razão para pensar que os elementos que temos na Terra, não existam nos outros planetas do Sistema Solar (e por todo o Universo) e, pela mesma ordem de razões, mesmo nos pequenos corpos frígidos que compõem a longínqua Cintura de Kuiper, nem a ainda mais remota nuvem de Oort, donde nos chegam os cometas.

O que é necessário é saber como começou, e em que condições, começou o fenómeno da vida. Quais eram as combinações químicas e factores outros que deram azo a que isso acontecesse.

Saber a constituição inicial do Sistema Solar, é imprescindível.

Por isso, os astrónomos e as instituições científicas que procuram desvendar estes mistérios, têm lançado diversas sondas ao encontro de determinados cometas para, de muito perto, estudar a sua constituição.

Foi o que aconteceu durante a última passagem do Halley.

Na sua direcção foram lançadas sondas (de diversos países), sendo a mais importante a sonda europeia Giotto.

A sonda, em si, tinha pequenas dimensões e pesava de 960 quilos e, esperavam os cientistas, que ela fosse capaz de manter-se o máximo de tempo possível dentro da cauda do Halley, sendo a velocidade relativa entre ambos de 245.000 quilómetros por hora!

A sua missão era obter de fotografias a cores obtidas de muito perto, determinar os elementos químicos da sua cauda, verificar quais e medir a produção de gazes, medir e contar o tamanho das partículas sólidas também emanadas do cometa e outras.

Para tanto, Giotto ia equipada com diversos instrumentos: uma câmara fotográfica com teleobjectiva, um painel para as diversas contagens de partículas sólidas, espectrómetros de massa, de neutrões e de iões e outros.

A sonda Giotto realizou um trabalho brilhante.

Mas isso haveremos de ver noutro artigo.

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