quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Asteróide 2012 DA14


Sucedem-se as notícias de próximos cataclismos provocados por pedregulhos vindos do Espaço.

Segundo os antigos astrólogos Maias, a Terra seria praticamente destruída no dia 21 de Dezembro de 2012 (a data do equinócio). Seria responsável por esse acontecimento apocalíptico, um planeta vindo dos confins dos céus, e que deveria chocar com a Terra.

Muita gente acreditou. Mas nada aconteceu. E nem poderia acontecer, sem o conhecimento prévio - anos, provavelmente -, dos astrónomos.

Agora, sabem e divulgaram esses mesmos cientistas – que é quem sabe desta matéria -, o asteróide 2012 DA14, irá “roçar” o nosso planeta, no dia 15 de Fevereiro, a uns meros 34.500 km de altitude e a uma velocidade duns 7 quilómetros por segundo! Passará aquém dos satélites geoestacionários – os que têm por missão encaminhar as mensagens de telemóveis, para todo o mundo.

Mas logo os astrólogos, os bruxos e os ovnilogistas voltaram à carga para augurar um grande cataclismo na Terra, pois – dizem – os astrónomos estão a mentir-nos. O mesmo tinha acontecido em 1986, aquando da passagem do grande cometa Hale-Boop. Segundo esses arautos da desgraça, os extraterrestres (ou os deuses…) estão muito zangados com o que se passa por cá, e isso é um aviso.

O meteorito tem uma envergadura duns 45 metros e uma massa de 120 mil toneladas, sendo, portanto, muito pequeno. Mas se chegasse até nós, produziria um impacto da mesma ordem do que sucedeu sobre a tundra siberiana, em Tunguska, no início do século 20. Aí, o que aconteceu foi catastrófico: arrasou milhões de árvores, matou rebanhos de renas a centenas de quilómetros e causou uma nuvem de poeira muito densa que deu a volta ao mundo. Na noite seguinte, lia-se o Times, à noite, em Londres, por efeito da reflexão da luz solar – segundo relatos da época!

Acontecimentos como o que teve lugar na Sibéria, não são frequentes. Mas não terão sido tão raros, no passado, podendo acontecer a cada milénio. Nos séculos anteriores, não havia adequados meios de detecção e comunicação e - não nos esqueçamos -, ¾ da Terra são oceanos e há muitos e enormes desertos.

Esquecendo propositadamente – sabe-se lá com que intenções… - ou negligenciando estes dados, muitos incautos ou ignorantes são levados a pensar que a época que vivemos é perigosa, para muito pior, nesses domínios.
Mas não há nada que, astronomicamente, indicie que seja diferente das anteriores mais próximas, ou seja, milhões de anos.
Postar um comentário