terça-feira, 28 de outubro de 2014

O PICO DO CICLO SOLAR DOS 11 ANOS


É bem conhecido dos astrónomos, o "Ciclo Solar dos 11 Anos". Esse ciclo é uma consequência das variações do número de manchas escuras e de explosão solares e é conhecido e registado desde 1755.
Neste momento, as explosões do Sol atingiram o máximo (o que acontece todos os 11 anos, dando o nome ao ciclo). Essas explosões processam-se numa área solar gigantesca, desde 26 de Outubro. É libertada uma poderosa radiação, constituída principalmente protões de alta velocidade que se deslocam a 400 quilómetros, por segundo. Tem pouca ou negligenciável influência sobre a vida.
Já o mesmo não acontece aos satélites que estão a orbitar o planeta, como por exemplo os dos GPS, que se encontram no espaço, fora dos escudos protectores que são o campo magnético e atmosfera terrestre.

Mas a influência dessas variações de produção de energia, por parte do Sol, podem ter grande influência no clima da Terra. E convém aqui recordar o que aconteceu entre 1645 e 1715 (a chamada Pequena Era Glacial), quando a actividade solar desceu muito. Nesse período, chamado de "O Período de Maunder", as manchas solares tornaram-se muito raras e as temperaturas na Europa (e não só) causaram invernos extremamente frios. O inverno de 1708 a 1709 foi o inverno mais rigoroso já registado e coincidiu com o registo mais baixo de manchas solares.
O que intriga e preocupa os astrónomos é que esses ciclos têm vindo a decrescer de intensidade (ver gravura).
O que pode acontecer, para nos livrar de piores males... é que o Sol tenha também ciclos de cerca de cem anos e, felizmente, há indícios disso.
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