domingo, 21 de março de 2010

DEUSES DA MITOLOGIA - Mercúrio



MERCÚRIO

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Já aqui foi produzida uma postagem sobre este pequeno planeta rochoso, que é o que gravita mais próximo do Sol. Ele tem 40% do diâmetro da Terra.

O assunto foi tratado nos seus aspectos científicos, astronómicos.

Hoje vamos referir o que pensavam os antigos.

Como gravita muito perto Sol, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte.

Até aos Gregos, pensava-se que eram duas estrelas: Apolo, estrela da manhã e Hermes, estrela da tarde.

Os Romanos, por sua vez, chamaram-lhe Mercúrio. E foi eleito à categoria de deus.

Por ser dotado de grande eloquência, foi nomeado mensageiro dos deuses, particularmente de Júpiter, ocupando-se da paz e da guerra, dos amores e das desavenças entre os deuses, assim como dos mortais, na Terra e nos Infernos.

Atribuíam-lhe a invenção da lira, a harmonização da escrita e da língua, o desenvolvimento do comércio e das artes, e mais um sem número de contribuições para o bem-estar dos mortais.

Mas também, como reverso da medalha, cedo se revelou um ladrão de alto calibre. Ainda em criança (de pequenino é que se torce o pé ao pepino…), roubou a cinta de Vénus, o tridente a Neptuno, a espada de Marte, os bois a Apolo…

Em Roma, era muito festejado pelos negociantes, no dia 1.° de Maio. O objectivo era pedir a protecção do deus para o seu comércio e o perdão para as suas roubalheiras. Para tanto, sacrificavam uma porca prenha e ungiam-se com a água duma fonte que teria os poderes do deus.

Com tudo isto (e isto é apenas uma parte dos seus atributos…), Mercúrio, para os Romanos, era o deus da eloquência, dos viajantes, dos negociantes e, como não podia deixar de ser... dos ladrões!

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Escultura do flamengo Artus Quellius, séc XVII


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