DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

AS ESTRELAS (1)

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Céu pejado de estrelas


Basta olhar para um céu nocturno, fora da poluição luminosa das cidades, para nos apercebermos da diversa aparência das estrelas. Podemos facilmente constatar que elas se nos apresentam com aspectos diferentes no que respeita à magnitude, brilho e cor. Será uma interessante experiência, para quem quer iniciar-se na astronomia, verificar estas diferenças.
As magnitudes têm a ver com a distância a que se encontram e também como a sua intrínseca luminosidade.
O brilho fornece-nos informações sobre a temperatura superficial do astro: se a estrela for branca ou azulada, sabemos que se trata duma estrela jovem, de altas temperaturas superficiais; se, ao invés, for alaranjada ou avermelhada, a estrela tem temperaturas superficiais mais baixas e provavelmente é velha.
As estrelas amareladas estão entre as primeiras e as segundas, como é o caso do Sol.
Porém, há outras estrelas bem diferentes, muitas das quais invisíveis à vista desarmada, mesmo que estivessem mais perto. Estão neste grupo as anãs, que debitam pouquíssima energia. Ou as estrelas de neutrões de exíguas dimensões e que apenas sabemos que existem, pela influência gravítica que exercem sobre outras que lhe estão próximas, bem maiores, e por um feixe de radiação que nos enviam a intervalos regulares.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

M E R C Ú R I O - o planeta




Mercúrio é um planeta difícil de observar. Ele encontra-se (visto no céu) sempre muito próximo do Sol e é ofuscado pelo seu brilho.
Por isso, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol, nunca durante o pleno dia. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte. Isto faz com que a sua luz tenha de atravessar o equivalente a 10 vezes a camada da atmosfera terrestre, para chegar até nós.
Trata-se do mais pequeno planeta do Sistema Solar, fazendo a sua superfície lembrar a da Lua, coberta de crateras. Essas crateras poucas modificações têm sofrido, ao longo do tempo, porque o planeta não tem atmosfera reconhecível, nem há água, os dois factores da erosão.
Os romanos consideravam-no um deus, o mensageiro dos deuses (com asas nos pés), porque ele parece mover-se mais depressa que os outros planetas do sistema.
Tal como a Lua, Mercúrio tem fases, e isso foi verificado pela 1ª vez pelo astrónomo italiano Giovanni Zupus, em 1639.
A massa de Mercúrio foi determinada por Franz Enke, que dá o nome a um famoso cometa. O extraordinário cálculo foi feito a partir das perturbações gravitacionais sobre ele exercidas pela estrela. E isto passou-se em 1841!
Modernamente, foi possível melhor estudar o planeta, mercê das observações e medições produzidas pela sonda Mariner 10, lançada em 1973.