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A religião da Antiga Grécia sustentava-se em mitos, deuses para todas as situações, personagens fabulosas, semi-deuses e heróis humanos transformados em divindades.
Os deuses eram entidades superiores, imunes ao perpassar do tempo, mas com aparência humana e muito frequentemente adoptando comportamentos humanos, os mais variados. Tinham a faculdade de comunicar com os homens por intermédio de quem lhes apetecesse, sem que os hospedeiros, transmissores da mensagem, tivessem qualquer conhecimento do que estavam a fazer.
E protagonizavam histórias muitas vezes belas, outras vezes vis, sórdidas, de amores proibidos, traições, vinganças e interesses, à semelhança do que fazem os homens.
Essas histórias chegaram até nós pelas lendas, cânticos, icnografia, poemas e outras obras literárias, e descrições transmitidas geralmente pela tradição oral.
A história sobrenatural de Andrómeda começa com sua mãe, Cassiopeia, que se gabava ser mais bela que as próprias Nereides, umas formosíssimas ninfas, filhas do deus do Mar. Estas, ofendidas com o desplante, queixaram-se ao pai, o tal deus do Mar, Poseidon. E este para vingar as filhas, mandou um monstro marinho, Cetus
Porém, neste imbróglio meteram-se os oráculos (adivinhadores do futuro), que avisaram Cefeu do que se iria passar, podendo ele remediar a questão se sacrificasse a filha, Andrómeda. Então, para salvar o seu povo, Cefeu mandou amarrar Andrómeda a um rochedo para ser devorada pelo monstro.
A história haveria de acabar em bem, pois, entretanto, surgiu em cena o herói Perseu,
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.Imagem Google: Perseu libertando Andrómeda