quinta-feira, 27 de março de 2008

COMETAS (4)

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O COMETA HALE-BOPP
tal como foi visto nos céus da Terra

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As crenças que os cometas têm alimentado, vêm de muito longe, no passado.
Eram, geralmente, de que são portadores de mensagens predizendo a queda de impérios, cataclismos naturais, morte e destruição.
Outros cometas, porém, terão passado por nós tão remotamente que, no meio da surpresa e medo, serviam às mil maravilhas a reis, a chefes e a religiosos que pretendiam legitimar novas leis, ou disposições. O cometa seria um sinal divino de que o povo deveria seguir de bom grado, o que fora promulgado.
É, porventura, o caso do espectacular Hale-Bopp (um dos mais brilhantes do século passado), que regressou às imediações da Terra, 4. 210 anos depois da última visita, o equivalente a 200 gerações!
Hoje, os astrónomos são capazes de calcular as datas das anteriores visitas destes corpos quase fantasmagóricos. Sabendo-se que ele passou nas imediações da Terra, no ano de 2. 213, antes de Cristo, os arqueólogos trataram de procurar em documentos da época, qualquer referência ao acontecimento. Mas, por hora, nada foi encontrado em hieróglifos, papiros, murais, textos chineses.
Por esse tempo, os egípcios construíam as três grandes pirâmides. Na China, aprontava-se o primeiro calendário. Por quase todo lado, exceptuando os já citados, a Mesopotâmia e a Índia, o homem ainda vivia da maneira mais primária, na chamada pré-História. Desconhecia a moeda, a agricultura e a escrita, dormia em grutas, vivia da caça e da pesca e do que eventualmente ia encontrando por onde passava.
Foi este mesmo Hale-Bopp que eles terão observado. Tem cerca de 40 quilómetros de diâmetro e foi redescoberto em 1995. Aquando da sua visita, a cauda estendia-se no vazio interplanetário, por uns 80 milhões de quilómetros, ou seja: 200 vezes a distância que nos separa da Lua, ou mais de metade da distância entre a Terra e o Sol. Nada, praticamente, mudou nele, desde a sua anterior passagem, embora perca 300 toneladas da sua matéria gelada, em cada segundo. Como se sabe, um dos piores inimigos da astronomia de amadores, ou de simples observadores da abóbada celeste, durante a noite, é a poluição luminosa. Mas mesmo assim, proporcionou um fascinante espectáculo nocturno e era tão brilhante que facilmente se poderia ver nas cidades e até foi observado em Nova York!

Estes artigos sobre cometas também são publicados regularmente no jornal Notícias de Lagos
Ver neste blog, as postagens anteriores, números 1, 2 e 3, desta série sobre os cometas.

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