quinta-feira, 23 de abril de 2009

COMETA SHOEMAKER-LEVY

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O cometa Shoemaker-Levy 9 foi a grande sensação dos primeiros anos da década de noventa. Na realidade ele transformara-se numa fileira de nove corpos distintos. Pouco depois de ter sido descoberto, os seus descobridores, Shoemaker e Levy deduziram que ele tinha uma órbita muito elíptica e que iria passar próximo do planeta Júpiter, possivelmente em rota de colisão.

Quando passou por Júpiter, provavelmente a uns 100 mil quilómetros, a enorme força atractiva do maior gigante gasoso do Sistema Solar, fragmentou o cometa.

Os fragmentos foram observados pelos telescópios da Terra e também pelos satélites artificiais HST e Galileu, entre outros. Esses fragmentos (em número de 21, os maiores) acabaram por cair no planeta, um a um, proporcionando um espectáculo único, em 1994.

Calcula-se que, originariamente, o cometa deveria ter um diâmetro da ordem dos dez quilómetros e que os seus fragmentos maiores poderiam ter entre 1 e 3 quilómetros de diâmetro.

A queda desses fragmentos provocou efeitos espectaculares, bem nítidos e nunca antes observados, na atmosfera de Júpiter, visíveis até Fevereiro de 1995.

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Na imagem: o cometa já fragmentado, a caminho de Júpiter. Imagem Google
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