DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

sábado, 1 de agosto de 2009

O DEUS PROTECTOR JÚPITER

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Fotografias de Fábio Carvalho, S. Carlos, Brasil.

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Júpiter era o deus supremo dos Romanos (Zeus, para os Gregos).

Os homens desses tempos tinham a sua postura por majestática e imperturbável, verdadeiramente digna dum soberano austero e estável, no firmamento nocturno.

Ao contrário de Vénus e Marte – igualmente brilhantes – mas que se deslocavam, ao longo das noites, com um carácter volúvel e buliçoso, características que os identificavam com a Deusa do Amor, Vénus, e Marte, o Deus da Guerra.

A mais de 2.000 anos de distância, não imaginavam Gregos e Romanos, que Júpiter fosse um verdadeiro deus protector da Terra!

Como se sabe, num passado mais ou menos remoto, asteróides ou cometas de grandes dimensões viajando pelo interior do Sistema Planetário, acabaram por colidir com a Terra, provocando grandes cataclismos de dimensões planetárias. Foi o caso da queda do enorme meteorito que deu origem à extinção dos dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos. Ou de outros, mais remotos (ou até bem recentes), como o acontecimento conhecido por Tungusta, que teve lugar na tundra russa, há cerca dum século*.

Mais recentemente, em 1993, o cometa, Shoemaker-Levy 9, afundou-se em Júpiter, interrompendo, assim, a sua viagem. Como esses corpos viajam na direcção do Sol, podem, eventualmente, passar nas proximidades da Terra e vir a chocar com ela.

É por isso que Júpiter tem um papel muito importante, pois absorve muitos destes bólides, preservando a Terra de eventuais colisões.

E, há bem pouco tempo, pela segunda vez na história da astronomia, foi possível verificar uma dessas colisões.

Nas imagens que mostramos, pode ver-se, na região polar norte de Júpiter, o efeito ainda visível dessa colisão extraordinária.

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* Ver postagem sobre esse acontecimento.


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