quarta-feira, 29 de abril de 2009

EXOPLANETAS

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Volta e meia surgem notícias da descoberta de novos planetas, doutras estrelas.

Até hoje já se conhecem mais de trezentos.

A incansável busca destes exoplanetas, visa, em última instância, encontrar algum que seja semelhante à Terra.

Semelhante, em vários aspectos: massa, constituição rochosa e distância à estrela. Estes três parâmetros são essenciais para o desenvolvimento da vida que nós conhecemos.

Mas há outros a considerar. Por exemplo, a idade e tipo da estrela.

Recentemente, a Organização Europeia para a Pesquisa Astronómica no Hemisfério Sul, anunciou a descoberta do mais pequeno planeta fora do nosso Sistema. Tem quase o dobro da massa da Terra e, pensa-se, é de constituição rochosa. Encontra-se a 20 anos-luz, de nós, uma pequena distância (em termos astronómicos), na constelação Lira.

No entanto, a pequena distância a que se encontra da estrela (dum sistema apelidado de Gliese 581), torná-lo-à, porventura, demasiado quente para poder albergar vida.

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Imagem AP/ESO

quinta-feira, 23 de abril de 2009

COMETA SHOEMAKER-LEVY

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O cometa Shoemaker-Levy 9 foi a grande sensação dos primeiros anos da década de noventa. Na realidade ele transformara-se numa fileira de nove corpos distintos. Pouco depois de ter sido descoberto, os seus descobridores, Shoemaker e Levy deduziram que ele tinha uma órbita muito elíptica e que iria passar próximo do planeta Júpiter, possivelmente em rota de colisão.

Quando passou por Júpiter, provavelmente a uns 100 mil quilómetros, a enorme força atractiva do maior gigante gasoso do Sistema Solar, fragmentou o cometa.

Os fragmentos foram observados pelos telescópios da Terra e também pelos satélites artificiais HST e Galileu, entre outros. Esses fragmentos (em número de 21, os maiores) acabaram por cair no planeta, um a um, proporcionando um espectáculo único, em 1994.

Calcula-se que, originariamente, o cometa deveria ter um diâmetro da ordem dos dez quilómetros e que os seus fragmentos maiores poderiam ter entre 1 e 3 quilómetros de diâmetro.

A queda desses fragmentos provocou efeitos espectaculares, bem nítidos e nunca antes observados, na atmosfera de Júpiter, visíveis até Fevereiro de 1995.

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Na imagem: o cometa já fragmentado, a caminho de Júpiter. Imagem Google

sábado, 18 de abril de 2009

O SOL



O Sol está apenas a cerca de oito minutos-luz, comparado com os 4,5 anos-luz a que se encontra uma das estrelas do sistema de Centauro, a segunda mais perto de nós. A distância da Terra ao Sol é de 150 milhões de quilómetros.
A radiação solar é muito complexa. Ela é composta não só pela luz visível (que podemos admirar pelas cores do arco-íris), mas também por raios ultravioletas, infravermelhos, ondas rádio, raios x e neutrinos que são invisíveis. Da parte que nos chega sob a forma de radiação electromagnética, cerca de metade é luz visível.
Algumas das radiações, mesmo se em pequenas quantidades, são perigosas para a saúde ou, mesmo, incompatíveis com o nosso sistema vegetativo. Entre toda uma enorme gama de radiação, o Sol envia-nos raios x, que, como se sabe, são mortais, se absorvidos continuadamente pelo nosso protoplasma. Felizmente, eles não chegam à superfície do nosso planeta, pois são absorvidos pela atmosfera. Também uma parte dos ultravioletas é filtrada pelo ozone das altas camadas da atmosfera terrestre, iludindo, portanto, as medições que se fazem nos observatórios astronómicos implantados um pouco por todo o lado, no Mundo. O mesmo sucede com os raios cósmicos. Ao penetrar na atmosfera do planeta, são literalmente desfeitos noutras partículas que, após essas transformações, seguem na direcção da superfície terrestre, sem causar grandes danos.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS

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* Foi em 1947, depois de acabar a Grande Guerra que assolou a Europa e o Mundo, que o piloto Kenneth Arnold, nos U.S.A. que disse ter visto nove objectos voadores brilhantes que subiam a mais de 1.500 Km/h. Foi então que se começou a falar de discos-voadores.
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* Vista do espaço, apenas a poucas centenas de Kms de altitude, a Terra enche metade do céu.
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* Montgolfier construiu o 1º balão aeróstático em 1783, em Avingnon. Numa gaiola iam um pato, um carneiro e um galo.
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* Entre dois astros, por exemplo entre a Terra e o Sol, há pontos onde as forças gravíticas emanadas, se anulam. Um deles é o Ponto Lagrange 1 - a 1,5 milhões de kms da Terra . Dele se aproveitam os cientistas para colocar satélites artificiais. No ponto Lagrange 1 encontra-se o satélite Soho, para observação contínua do Sol.
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* Chamava-se Koroliov, o percursor da astrofísica russa. Ele foi o obreiro do sputnik, (o primeiro satélite artificial). Também sob a sua tutela estiveram a cadela Laika (o primeiro ser vivo a voar para fora da Terra), Gagarine, a 1ª mulher no espaço e ainda a sonda que primeiro foi à Lua, deixando placas de foices e martelos espalhadas na sua superfície. Foi também o responsável pelo foguetão N1 que deveria levar um homem à Lua. Mas o dito explodiu num ensaio.
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* Se fizéssemos corresponder o Universo a uma nota musical, essa nota deveria ser um dó! Porquê? Porque a energia (remanescente) do Universo, ou seja, a radiação que nos cerca por todos os lados e que é o resultado do Big Bang, apresenta um pico de frequência que corresponde a 26 oitavas acima do último dó, a mais alta nota dos nossos pianos!
O curioso é que o grande Johannes Kepler (1571-1630), dizia que “a Terra trautea, na música das esferas, até à eternidade, as notase mi”, (fami – em latim fome!)

domingo, 5 de abril de 2009

A VIA LÁCTEA

A Via Láctea, vista durante o Verão, entre Cassiopeia e Sagitário

Formação da Via Láctea, segundo a Mitologia
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Uma galáxia é um conjunto de variados objectos celetes e estrelas que, muito vezes, atinge as centenas de milhares de milhões, com é o caso da nossa. Quando a ela nos referimos, convencionou-se escrever com g maiúsculo - Galáxia.
Se olhamos para um céu nocturno, sem nuvens, fora da poluição luminosa das cidades, podemos ver cerca de 2 000 estrelas. Mas, numa cidade, os nossos olhos não conseguem vislumbrar além de umas duzentas.
Também poderemos ver parte da Galáxia, se a noite for escura e límpida. Ela aparece-nos como uma mancha comprida, esbranquiçada leitosa, donde, aliás, lhe vem o nome. Deriva do grego galaktikos, que significa branco leitoso. Segundo a mitologia, a galáxia teve origem em Hera, mãe de Hércules. Esta personagem, um dia, quando era ainda bebé, apertou com tanta força as mamas da mãe, que uma grande quantidade do seu leite se derramou pelo céu, originado a mancha que podemos ver, desde a Terra!
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Créditos: Naoyuki Kurita