quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A IDADE DO SOL

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A energia solar que chega à Terra, cifra-se por 2 calorias/minuto/metro quadrado. Sabendo-se que a intensidade da luz emitida é inversamente proporcional ao quadrado da distância percorrida, pode-se calcular a quantidade total de energia que o Sol produz, num dado espaço de tempo.

O Sol transforma cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogénio, por segundo, em hélio, sendo 4 milhões de toneladas dessa matéria, convertidas directamente em energia. Parte dessa energia chega até nós.

À Terra chegam apenas cinco milésimos de mil milionésimos da energia que o Sol produz. Mas esta pequena fracção equivale a mais de 50.000 vezes a energia produzida em todo o mundo, pelo homem.

Se o Sol queimasse carvão e a Terra recebesse as mesmas 2 calorias por metro quadrado, em cada minuto, teria que queimar mil milhares de milhões de toneladas de carvão, em cada segundo!

E, assim sendo, considerando a massa solar, ele extinguir-se-ia em cerca de 2.000 anos.

O resto das contas leva-nos a uma idade de mais de 4 mil e 500 milhões de anos, para o Sol.

A Terra é apenas um pouco mais jovem…

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O PLANETA SATURNO

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Os antigos atribuíam a este planeta uma grande importância celestial e divina.

No antigo Egipto, Saturno era “uma estrela geradora superior”, baptizada de Hor-ka-ker. Na mitologia grega, Saturno figurava o deus Kronos, o Tempo, e era o pai de Zeus. Para os assírios, tal como para os gregos, Saturno era o deus do Tempo. Também era adorado na China, como o “planeta eterno”, chamado Tien-Sing. Esta ideia de eternidade, ou longínqua proveniência, estava igualmente patente na mitologia indiana, onde era conhecido por “aquele que se move lentamente”.

Sob o ponto de vista astronómico, Saturno é um grande planeta gasoso, o último possível de ver a olho nu, da corte que rodeia o Sol. Por isso, é observado desde tempos imemoriais. A sua leve coloração amarelada e o seu aspecto, assemelham-no a uma estrela de primeira grandeza.

Só em 1660 foi possível observá-lo melhor, depois de Galileu ter inventado o telescópio, mas mesmo assim indistintamente, pois que o planeta está rodeado de anéis e eles mudam regularmente a sua posição em relação ao plano terrestre.

É umas 600 vezes maior do que a Terra e é constituído quase totalmente por hidrogénio, tal como Júpiter e o próprio Sol.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BÓLIDE


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http://www.youtube.com/watch?v=YhWTIuqthR0

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Estamos num período de chuva de estrelas. São as chamadas Perseides, pois parecem vir da constelação de Perseu. Resultam dos fragmentos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.

Milhões de observadores, passam horas a fio, a olhar o céu nocturno, pelo prazer de observar as estrelas cadentes que vão surgindo.

Acontece que, de onde em onde, surge um filamento mais espesso, por vezes, verdadeiramente espectacular.

Foi o que aconteceu há duas noites, visível em Portugal e agora reproduzido pelo youtube.

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Créditos: (Canela's Robotic Observatory Website)


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O SISTEMA SOLAR

Imagem produzida pelo Observatório de Paris
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PARA ALÉM DE PLUTÃO.

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Depois de Plutão e Neptuno, cujas órbitas se cruzam, há uma cintura de pequenos asteróides de interior rochoso, cobertos essencialmente de água em estado sólido e poeiras, dando-lhes um aspecto de gelo sujo.
Encontram-se bem para além dos últimos planetas (com a excepção de Plutão, aliás, despromovido da condição de planeta...), e nem por isso, deixam de pertencer ao Sistema Solar e depender das forças de atracção que emanam do Sol. Contam-se por milhões esses minúsculos corpos que, de vez em quando, ao sabor de desequilíbrios gravíticos, vêm na direcção do Sol, constituindo-se em cometas. A todo esse conjunto se chama Cintura de Kuiper.
Porém, a influência do nosso astro-rei continua ainda por uma imensidão de espaço e só termina depois dum outro enorme conjunto de pequenos corpos celestes conhecido por Nuvem de Oort, donde, provavelmente, também nos chegam outros cometas, esses, de longo período. Essa Nuvem de Oort, que terá uns 100 mil milhões de potenciais cometas, alonga-se entre as 55 mil e as 100 unidades astronómicas.
O Sistema estende-se até onde a influência do Sol se fizer sentir, antes que comece a prevalecer o reino de outra estrela.
Entre uma e outra há um descomunal espaço inter-estelar. O vazio entre as estrelas é, correntemente, tão grande, que passa a ser inútil e desenquadrada a utilização da unidade de medida U.A. - unidade astronómica, ou seja: 150 milhões de quilómetros - a distância entre a Terra e o Sol. Esta medida usa-se apenas para as distâncias dentro do Sistema Solar.
Depois passa a utilizar-se o ano-luz, a distância percorrida pela luz, num ano, à tremenda velocidade de 300 quilómetros, por segundo!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O DESVIO DA LUZ


A ilha do Príncipe, no arquipélago de S. Tomé e Príncipe, antiga colónia portuguesa, está intimamente ligada à física einsteiniana e à astronomia.
Em 1919, no dia 29 de Maio, deu-se um eclipse total de Sol, visível nessa ilha atlântica (e também em Sobral, no Ceará, onde erigiram um museu e um belíssimo monumento para comemorar o acontecimento), dois locais onde as condições geológicas eram propícias a um experimento que iria ter lugar. Para a ilha do Príncipe acorreram físicos e astrónomos britânicos, liderados por Stanley Eddington, enquanto outros se dirigiram ao Brasil.
Aquando da fase total do eclipse, embora sob condições adversas, pois havia muitas nuvens tanto num como no outro local escolhido, foram tiradas fotografias que mostravam estrelas (de dia invisíveis) e que se podiam ver nas imediações do Sol totalmente eclipsado.
Procurava-se confirmar uma das previsões de Einstein, decorrente da Teoria da Relatividade e que diz que a luz é desviada nas imediações de corpos de grande massa, como são as estrelas.
Em 1905, o jovem Albert Einstein (1879-1955), estabelecera como um dos princípios básicos da sua teoria, a equivalência entre o movimento uniformemente acelerado e a acção da gravidade. A força da gravidade, segundo o físico, provoca uma deformação do espaço. Quando a luz passa próximo de corpos celestes com massa elevada, dá-se um encurvamento dos raios luminosos.
Fotografado durante a noite o mesmo céu e as mesmas estrelas (sem o Sol a atrapalhar), e comparadas as posições das estrelas, mediante rigorosas medições, provou-se verdadeira a exactidão da extraordinária teoria.
Foto obtida no Sobral.

sábado, 1 de agosto de 2009

O DEUS PROTECTOR JÚPITER

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Fotografias de Fábio Carvalho, S. Carlos, Brasil.

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Júpiter era o deus supremo dos Romanos (Zeus, para os Gregos).

Os homens desses tempos tinham a sua postura por majestática e imperturbável, verdadeiramente digna dum soberano austero e estável, no firmamento nocturno.

Ao contrário de Vénus e Marte – igualmente brilhantes – mas que se deslocavam, ao longo das noites, com um carácter volúvel e buliçoso, características que os identificavam com a Deusa do Amor, Vénus, e Marte, o Deus da Guerra.

A mais de 2.000 anos de distância, não imaginavam Gregos e Romanos, que Júpiter fosse um verdadeiro deus protector da Terra!

Como se sabe, num passado mais ou menos remoto, asteróides ou cometas de grandes dimensões viajando pelo interior do Sistema Planetário, acabaram por colidir com a Terra, provocando grandes cataclismos de dimensões planetárias. Foi o caso da queda do enorme meteorito que deu origem à extinção dos dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos. Ou de outros, mais remotos (ou até bem recentes), como o acontecimento conhecido por Tungusta, que teve lugar na tundra russa, há cerca dum século*.

Mais recentemente, em 1993, o cometa, Shoemaker-Levy 9, afundou-se em Júpiter, interrompendo, assim, a sua viagem. Como esses corpos viajam na direcção do Sol, podem, eventualmente, passar nas proximidades da Terra e vir a chocar com ela.

É por isso que Júpiter tem um papel muito importante, pois absorve muitos destes bólides, preservando a Terra de eventuais colisões.

E, há bem pouco tempo, pela segunda vez na história da astronomia, foi possível verificar uma dessas colisões.

Nas imagens que mostramos, pode ver-se, na região polar norte de Júpiter, o efeito ainda visível dessa colisão extraordinária.

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* Ver postagem sobre esse acontecimento.