domingo, 26 de setembro de 2010

A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

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Está estabelecido que a grande extinção das espécies que ocorreu na transição do Cretácio para o Terciário (a chamada fronteira C/T), foi causado por um asteróide que caiu na Terra. Mais precisamente em Chicxulub,  na península do Yucatan, no México, há cerca de 65 milhões de anos, tendo aniquilado os dinossauros e mais de metade das espécies animais, de então.
O asteróide teria uma envergadura duns 15 quilómetros e, ao embater na Terra, desenvolveu uma energia equivalente a um milhão de vezes a da bomba atómica de Hiroshima. As poeiras que produziu, ofuscaram completamente a luz solar, a nível planetário, produzindo um inverno duradoiro e negro.
Curiosamente, a extinção dos dinossauros abriu caminho ao desenvolvimento das pequenas espécies de animais de sangue quente, nomeadamente as espécies mamárias, donde, mais tarde, surgiu o homem.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A GALÁXIA DE ANDRÓMEDA

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A galáxia de Andrómeda  (a M 31, do catálogo de Messier), é a mais próxima da nossa Via Láctea. Pertence ao chamado Grupo Local, constituído por umas 40 galáxias. A seguir à Andrómeda e à Via Láctea, por ordem de grandeza, destaca-se a do Triângulo (M 33) e as duas Nuvens de Magalhães (visíveis no hemisfério austral).
Crê-se que foi o persa Abd-al-Rahman Al-Sufi quem a descreveu pela primeira vez, no ano de 964.
Andrómeda é bem maior que a nossa galáxia (mais de 400 mil milhões de estrelas), e dista de nós uns 2 milhões e 500 mil anos-luz.
É visível apenas no hemisfério norte. Encontra-se facilmente se procurarmos a constelação do mesmo nome, pois é visível a olho nu, em céus escuros. Pode ser melhor visionada com binóculos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ANTARES



Antares é uma estrela de colossais dimensões, que se pode ver a meio do Escorpião. Como é a mais brilhante da constelação, é-lhe atribuída a letra grega alfa.
Sendo uma supergigante vermelha, tem no entanto, associada a ela, uma outra estrela, umas quatro ou cinco vezes maior que o Sol, gravitando muito longe, a mais de 500 vezes a distância Sol/Plutão!
É uma das mais brilhantes do céu e já era bem conhecida na Antiguidade, por egípcios, árabes e persas.
O seu brilho é 10.000 vezes o do Sol, encontrando-se à distância já respeitável de 600 anos-luz. Deve o seu nome (anti-Ares) ao facto de ser vermelha (como Marte, o planeta vermelho - o Ares dos gregos), rivalizando-o em cor e tonalidade. Na verdade, a aproximadamente cada uns vinte cinco anos, Marte parece chegar às imediações de Antares, na projecção celeste.
Se por hipótese, Antares estivesse onde está o Sol, então, Mercúrio, Vénus, a Terra e Marte teriam sido engolidos, pois a estrela estender-se-ia até à cintura de asteróides que gravita entre Marte e o Júpiter.
Para finalizar este pequeno apontamento, diremos que a superfície da estrela é menos quente que a do Sol, pouco mais de 3.000º, estando classificada no tipo espectral M.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

AS ORIGENS DA ASTRONOMIA


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O Homem é um animal curioso e deve o seu estado actual de desenvolvimento, a esse espírito diligente e singular.  Não andaremos longe da verdade se dissermos que desde sempre procurou conhecer tudo quanto o rodeia. Essa é a sua condição de humano, provavelmente já patente nos desígnios dos nossos tetravós europeus Cro-Magnon e Neardenthalis ou, até mesmo, no mais remoto africano Ramipithecus, donde, ao que tudo indica, descendemos.
Podemos dar-nos ao devaneio ou ao exercício de procurar escalar o passado mais longínquo e imaginar os nossos primitivos antepassados a olhar as estrelas do céu nocturno, com assombro e temor, procurando encontrar explicações para o seu brilho incorruptível, ou para outros eventuais fenómenos celestes que ante si se desenrolavam, fossem eles o simples esvaziamento e enchimento da Lua, fosse ele algum cometa ou uma super-nova a inundar de luz, os céus.
Infelizmente, muitas dessas explicações tinham pouco de coerência ou nexo.
Foi, por certo, o movimento do Sol que primeiro despertou os espíritos para uma possível referenciação para marcar o tempo. Depois, as alterações observadas no curso do Sol, ao longo do ano, deram-lhe o conhecimento da regular chegada das estações e as suas consequentes modificações atmosféricas, sendo datados dos anos próximos de 4000 a.C., os registos mais antigos da observação de acontecimentos astronómicos, no Egipto, na Mesopotânia e América Central.
Com esses novos dados era possível tirar partido das características e das particularidades das estações, de molde a melhor conduzir o amanho dos campos e a colheita das sementeiras.
Ao mesmo tempo, a observação do decurso do Sol, trouxe a inevitabilidade de outras anotações, onde se incluíam os eclipses. A primeira observação e registo desse fenómeno singular terá tido lugar na China, do ano de 2697 a.C.
Mais tarde, o ocaso e o nascimento de algumas estrelas brilhantes terão passado a ser registados, um pouco por todo o lado, no planeta, por povos de diferentes civilizações e graus de desenvolvimento. Esses registos eram, particularmente, os dias dos equinócios e dos solestícios. Essas datas conduziram aos primeiros calendários solares, por volta de 2000 a.C. Conhece-se os que, por essas alturas, apareceram na Mesopotânia e em Stonehenge, nas Ilhas Britânicas, geralmente sob a forma de edificações em pedra e que, provavelmente, também envolviam um sentimento religioso. Como é sabido, os povos mais antigos atribuíam um enorme significado aos acontecimentos celestes, e isso terá originado um conjunto de crenças, rituais e regras de índole religiosa, envoltas no maravilhoso mundo dos mitos e das narrativas fantásticas que prevaleceram durante séculos, em muitas civilizações.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

CONSTELAÇÃO DO LEÃO ou LEO

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Arp44 (NGC 4038 e NGC 4039) - duas galáxias em colisão

Há cerca de 30.000 anos (a dar fé a inscrições e construções em pedra, desses remotos tempos), o homem teria inventado as primeiras constelações.
Essas desenhos que o homem imaginava no céu, figuravam animais, objectos do seu quotidiano e seres mitológicos. A constatação do seu retorno anual às mesmas anteriores posições no fundo da abóbada celeste, está na origem dos primeiros calendários.
Serviam para marcar as épocas do ano, e ajudavam-no a melhor saber quando deveria fazer certas culturas agrícolas.
Os nomes atribuídos a essas constelações estavam associados ao tempo das chuvas, ao plantio ou às colheitas.
A constelação do Leão estava associada ao Sol e ao seu forte calor, no Verão.  Como vimos em anterior artigo, esse felino era o Leão da Neméia.
As estrelas mais brilhantes da constelação são a α, Régulus - uma gigante vermelha bem visível, também conhecida por conhecida por "coração do leão", a β, a cauda do leão, γ , a juba do leão, e assim por diante, referindo as partes do corpo do animal.
Interessante também é que uma estrela localizada a aproximadamente a 7,8 anos-luz da Terra, a Wolf 359, seja uma das mais próximas (somente alfa de Centauro e a Estrela de  Barnard estão mais perto de nós). Mas a estrela, uma anã vermelha eruptiva, é invisível a olho nu.
No fundo galáctico da constelação podemos ver várias galáxias, geralmente só através de telescópios.
São elas, as mais importantes:
AsM65 e M66, duas galáxias espirais, a cerca de 35 milhões de anos luz, tendo por perto a NGC3628, e formando o Tripleto de Leio.
A espiral M 96, localizada a cerca de 38 milhões de anos-luz, e a espiral barrada M95.
As M105 (elíptica e a mais brilhante), NGC 3384 e NGC 3389, três galáxias que se confundem num triângulo de luz difusa.