DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

O OVO CÓSMICO



Em tempos modernos, foi o abade belga Georges Lemaître a avançar a ideia de que o Universo tinha tido início num único átomo, a que chamou "átomo primordial" ou "ovo cósmico".
Tal proposta foi feita nos anos 30. Esta ideia contribuiu para explicar as observações de Edwin Hubble (1889-1953) que, ao medir "o deslocamento-para-o-vermelho", de galáxias distantes – o chamado red-shift, percebeu o seu sucessivo afastamento e, por consequência, que o Universo se encontra numa bolha de expansão. A anterior e célebre "Teoria da Relatividade Geral", de Einstein (1915), também já previa esse afastamento e consequente expansão.
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Mas é curioso verificar que em muitas das antigas civilizações prevalecia a mesma crença. Entre outros, os chineses, os celtas, os egípcios, os gregos, os indianos e vários povos indígenas, também acreditavam num ovo cósmico, donde teria nascido o Universo. Provavelmente, ao perceber que muito do que é a Criação, provém dum ovo.
Geralmente consideravam que o ovo eclodira depois dum longo período de repouso, ou caos.
Alguns falam das forças criativas no interior do ovo em repouso, e esta ideia, curiosamente, de certo modo vem ao encontro do que hoje se pensa sobre o vácuo absoluto e as suas forças potenciais que, sem que se saiba porquê, a um dado momento se põem em acção, como terá acontecido no BiG Bang – o eclodir do "ovo cósmico".

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O bosão de Higgs


 É ponto assente, entre os astrónomos e os físicos, que o nosso universo se constituiu há cerca de 13.500 mil milhões de anos, a partir dum ovo cósmico – como lhe chamou o padre católico Georges Lemâitre (1927), tido como o  pioneiro da teoria do Big Bang.
Depois disso, foi possível ir reconstituindo os passos que levaram à constituição das galáxias e das estrelas, até ao dia de hoje. A teoria do Big Bang começou a ganhar expressão quando o astrónomo Edwin Hubble  mostrou que o universo está em expansão. 
Assim sendo, e como base em dados que se iam conseguindo, "colocaram o filme ao correr ao contrário" e, inevitavelmente chegaram ao princípio – o tal ovo cósmico. O modelo que foi concebido para o nosso universo, engendrado a partir das observações e medições que hoje se vão acumulando, está praticamente pronto.
É um assunto complicado, a bem dizer só para especialistas em física atómica e das partículas, e matemática.
Mas, há pontos obscuros, mormente ao nível dos constituintes dos átomos. No interior deste já foram detectadas mais duma centena de sub partículas. No entanto falta uma, de grande importância: o bosão de Higgs, assim chamada. O transcendente problema é saber qual a partícula que confere massa a todas as coisas. O bosão de Higgs (por ora teórico, proposto por Higgs), resolveria a questão. 
Para conseguir detectá-lo são necessárias energias verdadeiramente astronómicas e elas deverão ser aplicadas em choques de protões, a velocidades próximas da luz, de molde a fraccionar os ditos protões que deverão conter os famosos bosões.
Para isso está construído e operacional o Large Hadron Collider (LHC), projecto que o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), tem instalado próximo de Genève, entre as fronteiras Suíça e da França. Foi construído a cem metros de profundidade e é tem um anel cujo perímetro é de 27 quilómetros.
As partículas são atiradas umas contra as outras, dentro do anel oco, e aceleradas por 9.300 ímanes gigantes supracondutores, que foram refrigerados durante dois anos, até atingir - 271,3º Célsius – um pouco acima do zero absoluto.
O projecto, para o qual contribuíram países europeus, mas também os EUA, Índia, Rússia e Japão (e também Portugal), custou 3,76 mil milhões de euros. Nele participaram mais de 10 mil cientistas e engenheiros.
Os primeiros resultados só são esperados dentro duns dois anos.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

AS ESTRELAS

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Estrelas #1


Há boas razões para crer que foi o Big Bang (uma explosão inicial, de proporções inimagináveis), que deu origem ao nosso Universo.
Esse acontecimento apocalíptico ter-se-á dado há cerca de treze mil milhões de anos, segundo os últimos cálculos, iniciando um decurso que levou à formação das estrelas e à sua diversidade, embora não esteja ainda estabelecida a maneira como elas se agruparam, para produzir esses conjuntos gigantescos a que chamamos galáxias.
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No entanto, os astrónomos não têm dúvidas de que as primeiras estrelas eram quase exclusivamente compostas por hidrogénio. Todas as observações, medições e cálculo, apontam no sentido de que elas eram constituídas por esse elemento, de um só protão e um só electrão, o mais simples de todos os elementos da Natureza.
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Quando nasce uma estrela, o seu destino fica imediatamente marcado pela sua massa. A massa está intimamente ligada à força da gravidade. Se for muito maior que o Sol, essa força (que tudo puxa para o interior - o centro de gravidade) engendra colossais pressões e temperaturas internas e consequentes reacções de fusão nuclear: a estrela consome-se rapidamente e subsiste durante pouco tempo, antes de experimentar catastróficas convulsões que acabarão por levá-la a explodir.
Ao invés, se for pequena, terá uma existência serena durante muito milhares de milhões de anos.
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É o caso do Sol, que muito consideram como um estrela anã.