DILEMA

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

O bosão de Higgs


 É ponto assente, entre os astrónomos e os físicos, que o nosso universo se constituiu há cerca de 13.500 mil milhões de anos, a partir dum ovo cósmico – como lhe chamou o padre católico Georges Lemâitre (1927), tido como o  pioneiro da teoria do Big Bang.
Depois disso, foi possível ir reconstituindo os passos que levaram à constituição das galáxias e das estrelas, até ao dia de hoje. A teoria do Big Bang começou a ganhar expressão quando o astrónomo Edwin Hubble  mostrou que o universo está em expansão. 
Assim sendo, e como base em dados que se iam conseguindo, "colocaram o filme ao correr ao contrário" e, inevitavelmente chegaram ao princípio – o tal ovo cósmico. O modelo que foi concebido para o nosso universo, engendrado a partir das observações e medições que hoje se vão acumulando, está praticamente pronto.
É um assunto complicado, a bem dizer só para especialistas em física atómica e das partículas, e matemática.
Mas, há pontos obscuros, mormente ao nível dos constituintes dos átomos. No interior deste já foram detectadas mais duma centena de sub partículas. No entanto falta uma, de grande importância: o bosão de Higgs, assim chamada. O transcendente problema é saber qual a partícula que confere massa a todas as coisas. O bosão de Higgs (por ora teórico, proposto por Higgs), resolveria a questão. 
Para conseguir detectá-lo são necessárias energias verdadeiramente astronómicas e elas deverão ser aplicadas em choques de protões, a velocidades próximas da luz, de molde a fraccionar os ditos protões que deverão conter os famosos bosões.
Para isso está construído e operacional o Large Hadron Collider (LHC), projecto que o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), tem instalado próximo de Genève, entre as fronteiras Suíça e da França. Foi construído a cem metros de profundidade e é tem um anel cujo perímetro é de 27 quilómetros.
As partículas são atiradas umas contra as outras, dentro do anel oco, e aceleradas por 9.300 ímanes gigantes supracondutores, que foram refrigerados durante dois anos, até atingir - 271,3º Célsius – um pouco acima do zero absoluto.
O projecto, para o qual contribuíram países europeus, mas também os EUA, Índia, Rússia e Japão (e também Portugal), custou 3,76 mil milhões de euros. Nele participaram mais de 10 mil cientistas e engenheiros.
Os primeiros resultados só são esperados dentro duns dois anos.
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