segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O ASTERÓIDE VESTA

. ................................ ...Templo de Vesta, em Roma.

Foi no ano já distante de 1807, que o asteróide Vesta foi descoberto. O autor da primeira identificação deste pequeno corpo celeste, dos mais de 600 hoje catalogados, foi Olbers, bem conhecido também pelo célebre "Paradoxo de Olbers".
O nome que lhe foi atribuído é o duma deusa da mitologia, que presidia à vida doméstica e ao fórum das coisas de cada um. Filha de Cronos e Reia, foi, mais tarde, engolida pelo pai. Valeu-lhe Zeus, que a resgatou.
Apesar da sua beleza e dos muitos pretendentes que teve, entre os quais, Posseidon e o belo Apolo, jurou manter-se sempre virgem. Daí que, uma qualquer jura em seu nome, fosse sagrada. Rodeou-se das Vestais, umas sacerdotisas que também mantinham a virgindade e estavam encarregadas de manter o fogo sagrado no templo de Vesta, cujo culto (à deusa e a todos os deuses maiores), era dirigido e organizado pelos áugures e pelos pontífices.

Astronomicamente, a deusa é um objecto pouco expressivo. Não é o maior da Cintura de Asteróides que se encontra entre Marte e Júpiter, mas é o mais brilhante, chegando a poder ser observado a olho nu.
O maior de todos é Ceres. No entanto, deve-se referir que haverá um milhão de pequenos outros, com menos de 1 quilómetro de diâmetro.
A superfície de Vesta está coberta por rochas basálticas, que (julga-se), tiveram origem em vulcões há muito extintos. Essa característica permite melhor reflectir a luz, ao contrário dos outros maiores. Gira a menos de 2,5 U.A. do Sol e mede à volta de 500 por 450 quilómetros, de diâmetro. Na sua superfície é bem patente uma enorme cratera provocada pelo impacto dum grande meteorito, que mostra com é o interior do asteróide. Tem algumas semelhanças com os outros planetas telúricos, com é a Terra, porque se constituiu em camadas. Esse facto faz com que produza calor. No entanto, essa fonte de calor, acrescida do calor produzido pela radioactividade não são significativos.

domingo, 15 de novembro de 2009

AS QUATROS ESTAÇÕES

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Hoje, para descontrair,
vamos mostrar a história de Perséfone ,
que segundo a mitologia clássica,

está na origem das estações do ano.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

AS PLÊIADES

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O Sete-estrelo é a designação popular dum aglomerado de estrelas, na constelação do Touro, um dos objectos catalogado por Messier.

Também são conhecidas por Sete Irmãs. Mas, observadas com meios ópticos apropriados, são umas 500, de brilho muito fraco!

Nos compêndios, aparece com a designação de M 45.

Trata-se dum aglomerado estelar aberto, o mais brilhante do céu, perfeitamente visível a olho nu, em ambos os hemisférios.

As suas estrelas são azuis, muito quentes, e distam mais de 400 anos-luz, da Terra. Ter-se-ão formado há uns 100 milhões de anos. São, portanto, bastantes jovens.

Para os gregos, mais de 2.000 anos antes do astrónomo francês Messier ter elaborado o célebre catálogo que leva o seu nome, as Plêiades eram filhas de Atlas e Plione.

Foi Zeus quem as colocou no céu, a seu pedido, para se livrarem das contínuas perseguições de que estavam a ser alvo, por parte de Orion (como se sabe, um exímio caçador).

Eram elas, segundo a mitologia grega: Electra, Celeno, Taigete, Maia, Mérope, Asterope e Dríope.

E continua a ser esse o nome dessas estrelas.

Todo o conjunto se encontra envolto numa nebulosidade azulada.

Em boa verdade, essas estrelas encontram-se no interior duma nebulosa.

A cor da nebulosidade observada, segundo se julga, é o efeito da reflexão da luz das estrelas que compõem o sete-estrelo.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

M E R C Ú R I O - o planeta




Mercúrio é um planeta difícil de observar. Ele encontra-se (visto no céu) sempre muito próximo do Sol e é ofuscado pelo seu brilho.
Por isso, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol, nunca durante o pleno dia. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte. Isto faz com que a sua luz tenha de atravessar o equivalente a 10 vezes a camada da atmosfera terrestre, para chegar até nós.
Trata-se do mais pequeno planeta do Sistema Solar, fazendo a sua superfície lembrar a da Lua, coberta de crateras. Essas crateras poucas modificações têm sofrido, ao longo do tempo, porque o planeta não tem atmosfera reconhecível, nem há água, os dois factores da erosão.
Os romanos consideravam-no um deus, o mensageiro dos deuses (com asas nos pés), porque ele parece mover-se mais depressa que os outros planetas do sistema.
Tal como a Lua, Mercúrio tem fases, e isso foi verificado pela 1ª vez pelo astrónomo italiano Giovanni Zupus, em 1639.
A massa de Mercúrio foi determinada por Franz Enke, que dá o nome a um famoso cometa. O extraordinário cálculo foi feito a partir das perturbações gravitacionais sobre ele exercidas pela estrela. E isto passou-se em 1841!
Modernamente, foi possível melhor estudar o planeta, mercê das observações e medições produzidas pela sonda Mariner 10, lançada em 1973.