DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ALDEBARÃ



Na mitologia: o Touro e o guerreiro Orion

A estrela Aldebarã encontra-se na constelação do Touro. É uma gigante vermelha, com tons a cair para o alaranjado. Distingue-se facilmente por ter essa cor. Os astrónomos conheçam-na por α Tauri, pois é a mais brilhante de todo o conjunto. Mas, desde o tempo dos antigos árabes – que lhe deram o nome – é conhecida pelo “olho de touro”. Também as Plêiades, conhecidas popularmente por Sete-estrelo, se encontram na constelação. Uma uma história interessante, dos domínios da Mitologia!
Numa postagem anterior, quando falámos de Orion, referimos “As Três Marias”, que se encontram no meio dessa esbelta constelação.
Pois, para encontrar Aldeberã, a partir delas, basta seguir as três estrelas - da esquerda para a direita - no Hemisfério Norte (e ao contrário no Hemisfério Sul.
Trata-se duma estrela de grandes dimensões, e que já gastou a principal fonte do seu combustível, o hidrogénio.
Quando isto acontece em estrelas deste género, o seu comportamento próximo é expandir-se. Assim, ela tem um raio umas 40 vezes maior do que o Sol, sendo 150 vezes mais brilhante que o nosso astro-rei!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

AS PLÊIADES

Imagem Google

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Charles Messier, um astrónomo francês do século XVIII, criou uma lista de 119 objectos celestes, denominado Catálogo de Messier. O M 45, as Plêiades, é um desses objectos. Trata-se dum grupo (um cúmulo de estrelas – aglomerado aberto) que se pode observar na constelação do Touro. É facilmente visível nos dois hemisférios. Têm uma cor predominantemente azul, o que desde logo indicia que são jovens e quentes. Por comparação, o Sol é uma estrela amarela, portanto "de meia idade"
Ter-se-ão formado nos últimos 100 milhões de anos e distam cerca de 380 anos-luz de nós.
À vista desarmada podem ver-se 7 estrelas ( conhecidas entre nós, por "sete-estrelo"), mas um apropriado instrumento óptico, mostra que são pelos menos umas quinhentas. A mais brilhante chama-se Alcion. Foram engendradas a partir da mesma nuvem de gás. Por isso têm a mesma idade e a mesma composição química.
A nebulosa onde se encontram, nada tem a ver com a nuvem de gases e poeiras de que se formaram as estrelas. Elas apenas atravessam essa "nebulosa de reflexão" – assim chamada, porque rebrilha devido à reflexão da luz das estrelas incidindo nas poeiras.
Contudo, este aglomerado de jovens estrelas, não é estável. Pensa-se que as fortes interacções gravitacionais a que estão sujeitas, provindas de outras estrelas da Galáxia, as façam dispersar e afastar, dentro duns 250 milhões de anos.

domingo, 25 de setembro de 2011

A FEBRE DO OURO

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 Do meu recente livro de ficção extraterrestre
(...) Por esse tempo, na Terra, construíam-se os primitivos observatórios providos de óculos capazes de ver para além do que é possível ver de humana vista. Galileu desvelara os primeiros segredos de Júpiter e seus satélites. Inspirado em Platão e Pitágoras, o matemático Kepler deduzira que Deus era um confrade, um geómetra!, e Tycho Brahé, de tanto olhar, compreendeu ser o Espaço mais fundo que a lonjura do pensamento humano e do seu sonho. As estrelas e as constelações, o Sete-Estrelo, a que os maias chamavam Tzab (a cobra-de-assobio), Perseu e Hércules, Aldebaran, o olho do toiro dos árabes, e até planetas, como a bela, lasciva Vénus dos latinos, tomada por um deus-mau... no Yucatan, ou o sombrio Saturno – só para citar uns poucos da ninhada – iam perdendo o lustro de criaturas divinas que se entretinham, no seu devaneio ou solidão, a lançar deleites ou maldições, sobre a Terra.

O homem cansava-se da destemperança dos deuses, do seu fútil jogo de marionetas. E, de tudo o mais, quanto se podia ver e perceber, e de todo o entendimento do que era para ser entendido, o nosso Sol igualmente se reduzia à condição de mera bola de fogo, como o velho sábio jónico antevira, um milhar de anos antes (o que, aliás, lhe valeu ter sido desterrado, pelos insaciáveis senhores do trono!)
E assim, todos estes sóis regionais – estes deuses de fogo que ardem em cinzas a nossa passagem breve –, o querido e formosíssimo Ahura-Mazda das minhas raízes indo-europeias, o Kinich-Ahau, dos maias, o sumério Shamash, cujos seguidores o julgavam dormir nas profundezas do Norte, esse esplendoroso e esbelto Amaterasu, brilhando em céus de púrpura e jade, a Oriente, ou o deus dos aztecas – este, um disco redondo, em oiro maciço... de uma braça de diâmetro! –, tinham, finalmente, sido relegados para os domínios do mito.
Inexoravelmente.
Mas estava-se ainda longe de pensar em viajar para as estrelas.
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pág 10

terça-feira, 10 de novembro de 2009

AS PLÊIADES

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O Sete-estrelo é a designação popular dum aglomerado de estrelas, na constelação do Touro, um dos objectos catalogado por Messier.

Também são conhecidas por Sete Irmãs. Mas, observadas com meios ópticos apropriados, são umas 500, de brilho muito fraco!

Nos compêndios, aparece com a designação de M 45.

Trata-se dum aglomerado estelar aberto, o mais brilhante do céu, perfeitamente visível a olho nu, em ambos os hemisférios.

As suas estrelas são azuis, muito quentes, e distam mais de 400 anos-luz, da Terra. Ter-se-ão formado há uns 100 milhões de anos. São, portanto, bastantes jovens.

Para os gregos, mais de 2.000 anos antes do astrónomo francês Messier ter elaborado o célebre catálogo que leva o seu nome, as Plêiades eram filhas de Atlas e Plione.

Foi Zeus quem as colocou no céu, a seu pedido, para se livrarem das contínuas perseguições de que estavam a ser alvo, por parte de Orion (como se sabe, um exímio caçador).

Eram elas, segundo a mitologia grega: Electra, Celeno, Taigete, Maia, Mérope, Asterope e Dríope.

E continua a ser esse o nome dessas estrelas.

Todo o conjunto se encontra envolto numa nebulosidade azulada.

Em boa verdade, essas estrelas encontram-se no interior duma nebulosa.

A cor da nebulosidade observada, segundo se julga, é o efeito da reflexão da luz das estrelas que compõem o sete-estrelo.