domingo, 16 de janeiro de 2011

BOLAS DE FOGO





A primeira informação que houve sobre a existência e aproximação dum deste objectos à Terra, pertenceu aos astrónomos do Observatório de Monte Lemmon, no Arizona.
Foi-lhe dado o nome de 2008 TC3.
Assim que a informação foi revelada, por todo o mundo outros astrónomos começaram a seguir a sua trajectória. Os cálculos mostravam que o objecto estava em rota de colisão com a Terra e que deveria entrar na nossa atmosfera com uma inclinação duns 20 º, na região norte do Sudão.
Na verdade, no dia 7 de Outubro, de 2008, à hora (2.46, Tempo Médio de Greenwish) e local previsto, o meteorito entrou nas altas camadas da atmosfera, com uma velocidade duns 30.000 quilómetros/hora e produziu uma bola-de-fogo, devido ao tremendo aquecimento que sofreu com a fricção no ar rarefeito, talvez a uns 80 ou 100 quilómetros da superfície terrestre.
O objecto, dum metro ou dois de diâmetro, acabou por fragmentar-se e cair em bocados não chegando a ser uma ameaça.
Meteoritos deste tamanho são relativamente frequentes (dois ou três, por ano). Na maioria das vezes, dada a inclinação com que entram, não são vistos. E podem cair nos oceanos, desertos, na Antártida ou, durante o dia, tornando muito difícil a sua percepção.
No entanto, se tivesse uns dez metros de diâmetro, provocaria uma explosão semelhante à bomba de Hiroshima. Felizmente, objectos com esse diâmetro são muito raros.
Este 2008 TC3 foi visível na Índia e na Europa.
Mas esta é a primeira vez que, antecipadamente se teve conhecimento duma aproximação e entrada na atmosfera terrestre.
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Bola de Fogo caída na Rússia em 1663 - Google.
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