quarta-feira, 27 de maio de 2009

PALESTRA sobre ASTRONOMIA, em FARO










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No âmbito do Ano Internacional da Astronomia, têm sido desenvolvidos por todo o país, diversos projectos, observações e palestras sobre Astronomia.

Na minha modesta contribuição, acedendo a um amável convite da Direcção da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, de Faro, proferi no pretérito dia 22, nessa Escola, uma palestra sobre temas candentes da Astronomia.

Na circunstância dissertei sobre “A comunicação presencial e não presencial, ao nível galáctico”, perante um anfiteatro onde se encontravam alunos de 5 turmas do 11º e 12º anos, dos ramos das ciências, professores das respectivas disciplinas e algum público.

Aproveito a oportunidade para publicamente agradecer o convite, particularmente à Professora Suzel Nogueira, que tanto esmero pôs na consecução do evento, organizando todo o processo e expondo na Biblioteca (durante uma semana) um quadro com fotografias, minha bibliografia e biografia, alguns dos meus livros e outros materiais.

E também o livro sobre a vida e obra do patrono da Escola, da autoria da Professora Maria Armanda Mesquita bem como um belo quadro alusivo, elaborado pelos alunos, que me foram oferecidos, no final da sessão. Também me sinto muito honrado por me terem convidado para, no próximo ano lectivo, voltar a falar de Astronomia, nessa Escola.

terça-feira, 19 de maio de 2009

CONSTELAÇÃO do SAGITÁRIO

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Sagitário é uma das constelações do Zodíaco. O seu principal interesse astronómico deve-se ao facto de projectar-se nas regiões centrais da Galáxia. É representado na Mitologia por um centauro – uma figura fantástica, meio homem meio cavalo. Está armado com um arco e uma flecha que aponta para o Escorpião (outra constelação do Zodíaco).
Curiosamente, as estrelas de Sagitário, tem nomes que remotam aos árabes: Rukbat – o joelho, Ascela – a axila, Al Nash – a ponta da seta (apontada ao ferrão do Escorpião), Nunki – o peito do centauro.
A posição da constelação implica que ela seja muito rica em nebulosas e aglomerados de estrelas. É necessário utilizar instrumentos ópticos para poder visualizá-los a todos. Para alguns deles, basta um bom binóculo.
Três nebulosas merecem destaque, na banda da luz visível: a nebulosa do Lago (M8),- na gravura, a M 17 (NGC 6618) - nebulosa da Ferradura ou Ómega, e a Trífide, M 20, a 50 mil anos-luz. Todos estes objectos são conhecidos pela letra M e um número de catálogo que foi elaborado por Charles Messier, em 1764. A designação NGC é dum catálogo mais recente.

Quanto aos aglomerados de estrelas, ou cúmulos, podemos ver o M22 (NGC 6656), de umas 70. 000 estrelas, que é um dos mais chegados ao Sol, apenas a 10 anos-luz. Num outro, M 23, haverá apenas umas 130 estrelas, bem distanciadas, por isso se lhe chama aglomerado aberto. Não muito diferente é o M 25, a uns 2 000 anos-luz, de 86 estrelas. Mas, na região, há uma multidão de outros, só perceptíveis com bons instrumentos ópticos.
No entanto, se observarmos na faixa dos raios x e nas ondas-rádio, podemos dar-nos conta de qualquer coisa de verdadeiramente extraordinário: provavelmente o efeito produzido por ondas de choque de super-novas (grandes e pesadas estrelas em estado explosivo) que aqueceram as nuvens de gás a milhões de graus e que alimentam o que se crê ser um buraco negro, denominada Sagitário A.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

OS NOMES DAS ESTRELAS

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URSA MAIOR
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Às estrelas principais de uma determinada constelação são atribuídas letras gregas e a designação latina (o genitivo ). Assim, Aldebaran, um nome que vem dos árabes, uma gigante vermelha, é a alfa de Taurus. Geralmente é atribuída a letra alfa, a primeira do alfabeto grego, à estrela de maior brilho. Segue-se beta, gama, delta, etc. Estas designações tiveram origem no século XVII e foram instituídas por Bayer, em 1603. Mas as constelações não se limitam às estrelas mais brilhantes. Outras há, por vezes de fraca luminosidade, que também lhes dizem respeito. Estas nomenclaturas, para além do nome e consequente localização da própria constelação, servem para melhor referenciar outros “objectos” do espaço que elas parecem projectar no céu, vistas por nós, da Terra. Por exemplo, nebulosas, cúmulos de estrelas, galáxias distantes. Ou ainda, num dado momento, a posição dum qualquer planeta, asteróide, ou cometa.
São uma ajuda preciosa, principalmente para os amadores que não possuam instrumentos que localizam todos os objectos, por intermédio das coordenadas celestes.
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Imagem Google (promenor)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A NOSSA GALÁXIA

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A nossa galáxia (a Via Láctea, ou Estrada de Santiago), faz parte dum conjunto chamado Grupo Local, que inclui a Andrómeda, as duas Nuvens de Magalhães, Fornax, Leo I e Leo II, Escultor, Draco e Carina, entre outras. Estas galáxias, por sua vez, têm pequenas outras que lhes estão directamente associadas. Por isso também se lhes chama galáxias satélites. Uma das mais conhecidas é a do Triângulo, subsidiária da espiral gigante Andrómeda. As duas Nuvens de Magalhães (assim chamadas porque terão sido vistas pela primeira vez por europeus, durante a célebre viagem de circun-navegação, em 1519, pelos tripulantes da armada do navegador luso, no hemisfério austral), são visíveis a olho nu, no dito hemisfério. No entanto, sabe-se que os mais antigos registos já dão conta da sua existência. Esse registo atribui a um persa, Al Sufi, o seu visionamento, em 964 a.C.
A Galáxia, uma estrutura com uma forma espiralada, com três braços distintos, é quase plana, tendo um diâmetro de mais de cem mil anos-luz. Como tudo (parece), no Universo, está em rotação, perfaz uma volta completa em 220 milhões de anos. Assim sendo, o Sol já deu umas 25 voltas, juntamente com as outras estrelas, desde a formação da Galáxia, há uns 5 500 milhões. Estes números surgem porque se conhece a idade do Sol, a partir do seu hidrogénio já foi transformado em hélio.
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