DILEMA
sábado, 26 de junho de 2010
Breve História dos Cometas
terça-feira, 15 de junho de 2010
MEDIDAS ASTRONÓMICAS
Do mesmo modo, a distância Terra/Sol, não é de exactamente cento e cinquenta milhões de quilómetros. Esse número é apenas a média (arredondada) entre a distância máxima e a mínima, já que a Terra não descreve uma circunferência em redor do Sol, mas sim, uma elipse. O mesmo se passa em relação à Lua. O nosso satélite natural, também não descreve uma circunferência à volta da Terra, mas sim, uma elipses alongada. Daí que, por vezes, a Lua se encontre a pouco mais de trezentos mil quilómetros de nós, e outras vezes, essa distância vá até a mais de setecentos mil quilómetros.
terça-feira, 8 de junho de 2010
OS ASTERÓIDES
sexta-feira, 4 de junho de 2010
AS PRIMEIRAS LUZES DO UNIVERSO

O telescópio espacial Spitzer efectuou uma observação, durante 10 horas, na região da constelação do Dragão e pode ter detectado as primeiras estrelas do universo. Essas estrelas teriam existido há mais de 13 mil milhões de anos. Eram descomunais, com uma massa umas cem vezes a massa do Sol. Viveram apenas uns poucos milhões de anos, (como acontece a todas as que têm grande massa), antes de dar origem a buracos negros. Recorde-se que a idade estimada para o Universo é de 13,7 mil milhões de anos.
Esta hipótese surge porque a câmara de infravermelhos do Spitzer, detectou esse tipo de radiação, nessa região do céu. A luz agora identificada é a das primeiras estrelas ou de gases muito quentes a ser sugados pelos primeiros buracos negros do Universo.
Imagem: JPL - NASA
sábado, 29 de maio de 2010
Estória Breve dos Cometas
(…) Muitos dos (cometas) que vieram a seguir, foram associados a guerras e catástrofes e até, à ideia da destruição total da Terra.
Os astrólogos ocuparam-se, nos seus inícios, de prever a sorte de monarcas e países. (…) ,
segunda-feira, 24 de maio de 2010
LUNETA

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A PRIMEIRA LUNETA ASTRONÓMICA
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
VÉNUS
Até então, pensava-se que planeta estaria coberto de espessa vegetação, com oceanos de água ou de hidrocarbonetos e uma espessa atmosfera.
Também muitos acreditavam que fosse habitada pelos venusianos.
Os primeiros observadores do céu julgavam que Vénus não seria um planeta, mas sim dois, pelo simples facto de que geralmente só é facilmente vista pela manhã e depois à tarde. Na verdade, pelo facto de girar mais perto do Sol do que nós, (e embora seja o objecto mais brilhante do céu, a seguir ao Sol e à Lua), não é fácil vê-la em pleno dia. Assim, é tanto conhecida pela “estrela da manhã”, como pela “estrela da tarde”.
Na verdade, o planeta gira em volta do Sol, de leste para oeste, ao contrário da Terra. Um dia, em Vénus, equivale a 243 dias terrestres, sendo maior que o ano venusiano, que tem apenas 225 dias!
Tal como a Lua, é vista da Terra, num ciclo de fases, como a que se pode observar na gravura.
O planeta é conhecido desde tempos pré-históricos e é curioso que os maias elaboraram calendários que se baseavam no ciclos de Vénus.
Vénus é muito parecida com a Terra, em diversos aspectos: é um astro rochoso, constituiu-se a partir da mesma nebulosa, ao mesmo tempo que a Terra e tem uma massa, densidade e volume apenas ligeiramente inferiores. A sua distância ao Sol de cerca de 108 milhões de quilómetros comparados com os 150 milhões (uma unidade astronómica), que nos separam do astro-rei.
Quanto ao resto, sabe-se hoje, possui uma enorme e espessa atmosfera constituída por anidrido carbónico, praticamente sem vapor de água, não tendo oceanos.
As suas nuvens contêm gotículas do corrosivo ácido sulfúrico, uma pressão atmosférica, à superfície, mais de noventa vezes a que temos na Terra e temperaturas de 480º centígrados! Esta temperatura é devida principalmente ao efeito de estufa causado pelo anidrido carbónico.
Assim sendo, as primeiras sondas terrestres que para lá foram enviadas, não conseguiram vencer esses obstáculos e desfizeram-se ao descer na corrosiva e pesadíssima atmosfera, antes de poder enviar informações úteis.
Recentemente têm recorrido a outros métodos, para melhor conhecer o planeta, já que a atmosfera do planeta impede fotografar a sua superfície.
Utilizam-se radiotelescópios, sistemas de radar e sondas que se aproximam do planeta. Sabe-se agora que essa superfície é relativamente recente, onde existem grandes planícies cobertas de lava e rochas vulcânicas, atravessadas por correntes de lava e canais que se estendem por centenas de quilómetros.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O bosão de Higgs
sábado, 8 de maio de 2010
A DIVISÃO DIÁRIA DO TEMPO
Se dividimos a hora em sessenta minutos e o minuto em sessenta segundos, é apenas porque na importante cidade que era Babilónia era praticado o sistema sexagesimal. O número sessenta permite múltiplas divisões.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O CICLO SOLAR DOS ONZE ANOS
A sua vida é regulada por diversos ciclos, de que são relativamente bem conhecidos, o ciclo solar dos onze anos - também conhecido pelo período do sol quente, que pode ter variações de dez ou mais por cento - e o de vinte e dois, também chamado período magnético do Sol e que se crê ser responsável por determinadas mudanças periódicas que afectam o clima da Terra.
A título de curiosidade, diremos que também há fortes suspeitas de outros ciclos, de períodos de tempo mais alargados. Na prática, o primeiro, caracteriza-se pelo aumento ou diminuição das manchas solares.
Ao analisar estratos em rochas de Flinders Range (Austrália do Sul) foi possível aos cientistas estabelecer uma relação com o primeiro desses citados ciclos. Esses estratos mostram camadas de detritos que sedimentaram (cascalho, areia, sais de ferro, terra), com um padrão que se repete de onze em onze camadas e uma gradação regular e bem nítida. As rochas em análise são do período Pré-Cambriano, cem milhões de anos antes dos primeiros registos das famosas trilobites! Os depósitos foram-se formando pelo degelo anual dum glaciar que então existia na região e as camadas sedimentares observadas mostram-nos algo do que se terá passado, em termos climatéricos, durante anos sucessivos, nessa época remota.
É fácil de deduzir que, quanto maior o degelo, mais deveriam ter sido os sedimentos acumulados. E que esses degelos foram uma consequência da maior ou menor actividade solar. Assim, concluíram os cientistas, o Sol tem tido um comportamento regular desde há pelo menos seiscentos milhões de anos, no que respeita a este ciclo e é provável que desde então venha consumindo sensivelmente os mesmos 600 milhões de toneladas de hidrogénio por segundo, basicamente transformando-os em hélio e energia.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
AS ESTRELAS (1)
Céu pejado de estrelas

As magnitudes têm a ver com a distância a que se encontram e também como a sua intrínseca luminosidade.
O brilho fornece-nos informações sobre a temperatura superficial do astro: se a estrela for branca ou azulada, sabemos que se trata duma estrela jovem, de altas temperaturas superficiais; se, ao invés, for alaranjada ou avermelhada, a estrela tem temperaturas superficiais mais baixas e provavelmente é velha.
As estrelas amareladas estão entre as primeiras e as segundas, como é o caso do Sol.
Porém, há outras estrelas bem diferentes, muitas das quais invisíveis à vista desarmada, mesmo que estivessem mais perto. Estão neste grupo as anãs, que debitam pouquíssima energia. Ou as estrelas de neutrões de exíguas dimensões e que apenas sabemos que existem, pela influência gravítica que exercem sobre outras que lhe estão próximas, bem maiores, e por um feixe de radiação que nos enviam a intervalos regulares.
sábado, 24 de abril de 2010
MAGNITUDES
As estrelas que vemos no céu, parecem ter dimensões diferentes. Mas a aparência é enganadora, sendo que as que nos parecem maiores podem não sê-lo, e vice-versa. Depende da distância a que se encontram e do seu brilho real, intrínseco. No entanto, podemos dividi-las em grupos, pela aparência do seu fulgor. Os astrónomos chamam magnitude (visual) a esse brilho. Curiosamente, usa-se uma escala inversa; isto é: uma estrela de magnitude 5, por exemplo, é menos brilhante que uma de magnitude 4, e assim por diante.
Mas tudo isto tem razões históricas, que vêm de muito longe, no passado. Foi Hiparco, um matemático e astrónomo grego que viveu há mais de 2.000 anos que, ao elaborar um catálogo de cerca de 800 estrelas, no ano de
Na sua classificação aparecem as estrelas agrupadas em 6 classes de brilho, a que chamou “grandezas”. Assim, colocou as 20 mais brilhantes no grupo da 1ª grandeza. Altair - nome de origem árabe que significa "anjo em vôo" - é um bom exemplo. Altair está na constelação da Águia. Por comparação, a famosa Estela Polar, na Ursa Menor, tem uma magnitude de 2.
Inevitavelmente, colocou as que apenas podiam ser vistas muito ténues, no limite da observação, na 6ª grandeza.
Também há estrelas com magnitude negativa, portanto, mais brilhantes do que as de 1ª grandeza. É o caso de Sírius, uma estrela jovem e muito luminosa, cuja magnitude é de -1.46. É a estrela mais brilhante dos nossos céus, na constelação de Cão Maior, apenas a 8.7 anos-luz.
domingo, 18 de abril de 2010
COMETAS
A SAIR BREVEMENTE:
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HISTÓRIA BREVE DOS COMETAS
(Astronomia para amadores)
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A natureza dos cometas
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Os grandes cometas de outros tempos deixaram um rastro de mistério, pavor e, por vezes, veneração.
Não nos custa perceber porquê. O firmamento, a própria Terra e os mares, tinham sido obra divina e haveriam de perpetuar-se, sem modificação drásticas para o homem, porque essa era a vontade dos deuses e o mundo tinha sido criado para eles.
Qualquer acontecimento que envolvesse uma rara e díspar ocorrência nos céus ou na Terra, era tida por um aviso dos deuses a ínvios comportamentos dos humanos, ou puro e simplesmente, uma antecipação e revelação de factos relevantes para os impérios, os reis ou os poderosos.
De resto, o modelo aceite para o Cosmos, onde a Terra era o cento de todas coisas, que vinha desde Cláudio Ptolomeu (90-168) – um grego que vivia em Alexandria –, não permitia perceber o verdadeiro funcionamento do mundo celeste que nos rodeia.
Ptolomeu era um homem muito culto. Foi cartógrafo, matemático, astrólogo, astrónomo e geógrafo. Ainda escreveu trabalhos valiosos sobre a óptica e a teoria musical.
A sua obra maior é o "Algamesto", um tratado de astronomia. Esta obra é uma das mais importantes e influentes da Antiguidade Clássica. Ela dá conta de todo o anterior conhecimento astronómico babilónico e grego. Foi a pedra de toque da astronomia de Europeus, Árabes e Indianos, até o aparecimento do modelo heliocêntrico de Copérnico.
Assim sendo, até ao século XV, ninguém podia perceber de onde vinham os cometas, as suas trajectórias e características.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
O SISTEMA SOLAR
Geralmente dizemos que o Sistema Solar é composto pelo Sol e pelos planetas que dele dependem gravitacionalmente. Mas não é bem assim.
Senão vejamos: depois de Mercúrio (o pequeno planeta rochoso que fica mais próximo do Sol) e dos que se lhe seguem, Vénus, a Terra e Marte, (igualmente rochosos), há uma enormidade de pequenos corpos celestes a que se dá o nome de Cintura de Asteróides, julga- se que os restos dum planeta falhado, devido aos enormes impulsos atractivos a que esteve sujeito aquando da formação do Sistema.
Só bem mais longe gravita Júpiter (o maior de todos os planetas e o principal responsável pela existência da cintura de asteróides), seguido por Saturno, Urano, Neptuno e por fim, Plutão, (hoje despromovido à categoria de simples asteróide), já enormemente distante de nós e do Sol.
Podemos ter uma noção dos volumes dos diferentes planetas, embora o Sol tenha dimensões que, a respeitar a relação com os planetas da imagem que publicamos, não coubesse no meu écran. Ele é um milhão e tal de vezes maior que o da Terra.
Sabendo-se que a Terra tem um diâmetro de quase 13 mil quilómetros, é fácil avaliar as enormes dimensões de Júpiter e Saturno e mesmo de Neptuno (ou Urano, sensivelmente igual a este último).
Mercúrio, Vénus, a Terra e Plutão parecem pigmeus, se comparados com os dois gigantes do Sistema. A nossa Lua, no esquema que reproduzimos, é quase invisível!
As distâncias a que estes corpos se encontram também podem facilmente ser compreendidas se adoptarmos um sistema comparativo simples. Assim, à distância Terra/Sol que é de 150 milhões de quilómetros (uma vastidão, cujos números são, para nós, ininteligíveis), os astrónomos chamam Unidade Astronómica. Com base nesta unidade de medida, podemos dizer que Júpiter se encontra a 5 u. a. e Plutão a 39 u. a.
Mas o Sistema Solar é muitíssimo mais vasto e não termina aí, ao contrário do que muitas vezes se ouve ou se vê escrito, confundindo-se sistema planetário com sistema solar.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
O Sol #2
O diâmetro do Sol é cerca de 109 vezes o da Terra, o que faz com que, dentro dele, coubessem mais de 1 milhão e trezentos planetas idênticos ao nosso!O desenho que serve de ilustração a este texto é bem significativo do seu descomunal volume. Particularmente em relação aos planetas rochosos, como Vénus, Marte e a Terra.
A sua temperatura interior sobe aos muitos milhões graus e produz tanta energia que daria para alimentar 2.600 planetas como a Terra, inteiramente cobertos de lâmpadas de 200 watts, cada!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
OS NASCIMENTOS E A LUA
-A única verdadeira influência da Lua sobre a Terra, exerce-se por via das forças gravíticas, também conhecidas por Força da Atracção Universal.
Quando uma criança nasce, a influência gravítica exercida, por exemplo, pela enfermeira que assista ao parto, ou mesmo dum camião que passe perto da Maternidade, é incomparavelmente maior do que a influência da Lua. No entanto, e para acabar com as dúvida dos cépticos ou dos obscurantistas, têm sido realizados vários testes e inquéritos. Nunca se provou que a Lua tivesse influência sobre o comportamento humano, ou a incidência dos mais diversos crimes, por exemplo. Mas a ideia arreigada da influência da Lua Cheia (ou da Lua Nova) pode levar a que determinados indivíduos sintam ter chegada a hora deste ou daquele cometimento. É apenas um efeito psicológico, que tem raízes antigas na tradição e no folclore, sendo hoje sempre reavivada pelos "media", pelos filmes e pelos livros que amiudadamente se baseiam nesses mitos. Com o era, no tempo dos poetas do Parnaso… O que a Lua Cheia trás é um pequeno acréscimo de calor à Terra e isso, efectivamente, pode ter algumas consequências sobre o crescimento ou desenvolvimento das plantas. Só isso.
Em 1991, dois estudiosos analisaram as datas de nascimento de 4.456 bébés nascidos numa maternidade francesa e apenas encontraram o esperado: a distribuição dos nascimentos era uniforme, qualquer que fosse a fase lunar.
Uns anos depois, os italianos Peiti e Biagiotti estudaram 7. 842 partos ocorridos durante um período de 5 anos, numa clínica de Florença, e também nada encontraram de anormal.
A que se deve, então, esta crença? Eu, particularmente julgo que se deve ao facto de que, ao olharmos para a Lua, um dia antes ou depois da Lua Cheia, ela nos parecer que está CHEIA.
sexta-feira, 26 de março de 2010
NAVE ESPACIAL EUROPEIA

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Os engenheiros da Agência Espacial Europeia, construíram uma nave que é o maior e mais sofisticado veículo espacial jamais construído na Europa.
Foi lançado em 2008, da base da referida agência, na Guiana Francesa e foi transportado até lá, por via marítima.
A nave foi apelidada de Júlio Verne e pesa 7.500 quilos.
Foi lançada por um foguetão Arianne e colocada em órbita a cerca de 400 quilómetros de altura.
Um dos seus objectivos era acoplar à Estação Espacial Internacional (na imagem), onde se encontram equipas de astronautas, revezando-se, a realizar variadas experiências.
domingo, 21 de março de 2010
DEUSES DA MITOLOGIA - Mercúrio
MERCÚRIO
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Já aqui foi produzida uma postagem sobre este pequeno planeta rochoso, que é o que gravita mais próximo do Sol. Ele tem 40% do diâmetro da Terra.
O assunto foi tratado nos seus aspectos científicos, astronómicos.
Hoje vamos referir o que pensavam os antigos.
Como gravita muito perto Sol, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte.
Até aos Gregos, pensava-se que eram duas estrelas: Apolo, estrela da manhã e Hermes, estrela da tarde.
Os Romanos, por sua vez, chamaram-lhe Mercúrio. E foi eleito à categoria de deus.
Por ser dotado de grande eloquência, foi nomeado mensageiro dos deuses, particularmente de Júpiter, ocupando-se da paz e da guerra, dos amores e das desavenças entre os deuses, assim como dos mortais, na Terra e nos Infernos.
Atribuíam-lhe a invenção da lira, a harmonização da escrita e da língua, o desenvolvimento do comércio e das artes, e mais um sem número de contribuições para o bem-estar dos mortais.
Mas também, como reverso da medalha, cedo se revelou um ladrão de alto calibre. Ainda em criança (de pequenino é que se torce o pé ao pepino…), roubou a cinta de Vénus, o tridente a Neptuno, a espada de Marte, os bois a Apolo…
Em Roma, era muito festejado pelos negociantes, no dia 1.° de Maio. O objectivo era pedir a protecção do deus para o seu comércio e o perdão para as suas roubalheiras. Para tanto, sacrificavam uma porca prenha e ungiam-se com a água duma fonte que teria os poderes do deus.
Com tudo isto (e isto é apenas uma parte dos seus atributos…), Mercúrio, para os Romanos, era o deus da eloquência, dos viajantes, dos negociantes e, como não podia deixar de ser... dos ladrões!
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Escultura do flamengo Artus Quellius, séc XVII
segunda-feira, 15 de março de 2010
A RADIAÇÃO SOLAR
A natureza da radiação é um assunto da maior importância para a compreensão do mundo em que vivemos. Não só do nosso universo macrofísico (o nosso mundo das realidades mais palpáveis e comuns do dia a dia, e do comportamento de corpos de grande massa, como as estrelas), mas também para a compreensão dos fenómenos ditos do infinitamente pequeno.
De qualquer maneira, a luz ou as suas manifestações ou aplicações dominam a nossa vida quotidiana, e isso acontece desde sempre.
Isaac Newton, no ano já distante de 1704, tinha-a descrito como uma "torrente de crepúsculos", para explicar certas propriedades do raio luminoso que, segundo o físico e astrónomo holandês Christiaan Huygens (1629–1695) se propaga em ondas, antecipando de dois séculos, o conhecimento que, hoje, dela temos.
Compreender a luz solar, é compreender um pouco das nossas vidas e a vida de toda a Terra. Esta vida que nós conhecemos não era possível sem ela, pois é dela que as plantas tiram a energia para realizar a fotossíntese, absorver e transformar os nutrientes, crescer e desenvolver-se.
domingo, 7 de março de 2010
O SOL

O Sol é uma estrela, igual a tantas outras. Por estar próxima, parece-nos a maior de todas.
Sabemos a sua idade, volume e massa, composição química e temperatura, distância a que dela nos encontramos, e por aí adiante.
Mas os nossos mais remotos antepassados, não a comparavam às outras estrelas do céu e nada sabiam do seu princípio e destino último. Julgavam-na um deus imorredoiro, como todos os deuses da imaginação do homem.
No antigo egípcio, o Sol era Rá, ou Ámon-Rá e navegava num barco, através do céu, tendo Akenaton eleito Áton - o disco solar - como o único deus. A ele se refere um dos mais longos e harmoniosos poemas da antiguidade:
"Como a tua aurora é bela, no horizonte,
Ó Aton, iniciador da vida..."
Por todo planeta o Sol foi adorado como deus: desde a Austrália, dos Arunta, passando pelos Celtas e pela Mesopotânia, até à região dos esquimós do árctico. Na antiga Grécia era simbolizado por Apolo e representava a beleza física, em Babilónia por Shamash ou "a luz dos deuses", e alguns povos africanos viam-no como o "olho da suprema divindade", sempre presente, omnisciente e omnipotente. No Extremo Oriente, para os religiosos seguidores do Ryôbu-Xintô, o Sol é Amaterasu - o mais nobre dos deuses japoneses, irradiando claridade e luz.
Gago Coutinho conta que, quando atravessou a África Austral, encontrou umas tribos que pensavam que a Terra estava coberta por um manto e que o Sol, durante o dia, se encontrava aquém do referido manto. No entanto, à noite, o Sol estaria para aquém do manto. Como o manto se encontrava esburacado era possível ver a luz do sol pelos diversos buraquinhos, e isso eram as estrelas.
Hermes Trismegisto, tido pelo primeiro dos alquimistas, confundia Sol e ouro, considerando-o "formado por um mercúrio muito subtil e por um pouco de enxofre muito puro". Também na fria Dinamarca, os povos que habitavam Trundholm, na Idade do Bronze, adoravam o astro-rei e tinham-no representado por um disco coberto por uma folha de ouro. Situação semelhante se verificava na região dos astecas, que adoravam um Sol de uma braça de diâmetro, nesse metal precioso. Como se vê, quase todas as civilizações primitivas adoravam o Sol e muitas consideravam-no como deus. E não sem razão. Na verdade, sabemos hoje, a Terra é uma espécie de subproduto do Sol, feita dos restos da estrela, aquando da sua formação, vai para cinco mil milhões de anos. Mas não só a Terra foi engendrada pela estrela em formação, como, depois, passou a depender dela, da sua luz, do seu calor, da sua energia. Foi, muito certamente, esta constatação que fez como o Sol fosse tido como deus criador, pelos antigos. Até mesmo os primeiros cristãos se referiam a Cristo como "a luz", ou o Sol, certamente por ter sido associado a outras divindades solares mais antigas, da região.
Na verdade, o Sol é quase exclusivamente constituído por hidrogénio, um pouco de hélio e vestígios doutros elementos, como o oxigénio, na proporção de uma parte por cada mil e quinhentas de hidrogénio. Formou-se há mais de quatro mil e quinhentos milhões de anos e deve manter o aspecto actual, pelo menos durante mais outro tanto tempo. O seu diâmetro, que hoje é cem vezes maior que o terrestre, expandir-se-á até nós, engolindo a Terra e depois Marte. Por essas alturas, a estrela amarela e média que é o Sol, tendo consumido a maior parte do seu hidrogénio, convertendo-o em hélio, transforma-se numa gigante vermelha, idêntica a outras que se conhecem no céu da Galáxia. A sua luz empalidece e a estrela esfria inexoravelmente até comprimir-se a dimensões mínimas, muito inferiores ao seu actual volume e tornar-se anã-branca.


